Polícia investiga advogado por aluguel de apartamento para ex-interno

O advogado Nelson Bernardo da Costa terá de explicar à polícia as circunstâncias em que alugou um apartamento no centro para o ex-interno da Febem Anderson Batista, sua mulher, Conceição Eletério e os irmãos Evandro e Everson Guimarães, acusados de achacarem o padre Júlio Lancellotti. Foi no imóvel, na Praça da Bandeira, que a polícia prendeu na sexta-feira Batista, Conceição e Evandro.Costa assumiu ontem que sublocava o imóvel para Batista e Conceição desde 15 de março. O contrato de aluguel teve início há um ano e meio."Eu me separei e morei lá dois meses. Depois, por uma pessoa, fiquei sabendo que o Anderson precisava de um lugar para morar e foi proposta a sublocação. Isso não é crime", disse o advogado.Minutos depois Costa contou nova versão. A de que o dono da imobiliária e do prédio, Waldemar Amaral de Almeida, informou que havia alguém à procura de imóvel para sublocação. Já funcionários da imobiliária disseram que Costa nunca morou no apartamento.O contrato de aluguel foi feito por 36 meses, com parcelas de R$ 350 e R$ 250 de condomínio. Pelo depoimento de Conceição à polícia, a locação era paga pelo padre. O advogado também havia declarado, na segunda-feira, que era Lancellotti quem arcava com o aluguel. Ontem, Costa negou a informação. Ao ser avisado de que havia uma gravação em que afirmava que o padre pagava o aluguel, disse que recebera a informação de Conceição.O delegado titular do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 5ª Delegacia Seccional, André Luiz Pimentel, disse que Costa terá de depor na próxima semana. "Ele vai ter que explicar isso nos autos."Ontem, por iniciativa própria, o advogado levou alguns papéis à delegacia. Ele afirmou que eram os contratos de sublocação, escritos em papel branco, sem o timbre da imobiliária. "Mas o Waldemar sabe da sublocação." Costa disse ainda que no tempo em que não havia a sublocação, recebia o aluguel diretamente de Batista e realizava o pagamento.

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