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Polícia investiga ameaças de morte do PCC

As supostas ameaças de morte que estariam sendo feitas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), ao padre MarceloRossi, ao secretário da Segurança Pública, Saulo Abreu, ao governador Geraldo Alckmin e aos líderes do MST, José RainhaJúnior e Felinto Procópio dos Santos, o Mineirinho, estão sendo investigadas pelos policiais da Delegacia de Roubo aBanco do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado. O delegado Rui Ferraz Fontes e um grupo de investigadores estão ouvindo os responsáveis pelas cartas que se identificamcomo participantes do PCC e que estariam alertando as autoridades a respeito dos planos de atentados e ameaças. Odiretor do Deic, Godofredo Bittencourt, disse que o número de cartas que chega ao seu departamento é grande e todas sãoinvestigadas. Um policial da equipe do delegado Ferraz Fontes informou ontem que até a semana passada, através doDisque Denúncia, 200 telefonemas e cartas com ameaças a diversas autoridades haviam sido mandadas para suadelegacia, para que fossem apuradas. "Das 200 denúncias, nenhuma foi comprovada. Para este tipo de trabalho, estamosdeixando de fazer várias investigações em relação a ladrões de bancos e outros criminosos ligados a resgates e carros detransportes de valores".Os líderes do PCC, Júlio César Guedes Moraes, o Julinho Carambola, Sandro Henrique Silva Santos, o Gulu, e o chefe daorganização, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, estão recolhidos na penitenciária de Presidente Bernardes emonitorados durante todo o tempo pelos agentes penitenciários. Apesar de toda esta vigilância, os policiais sabem que asinformações e ordens dos líderes do PCC estão sendo mandadas para outros presídios. "Mas esse tipo de ordem, até ondesabemos, não tem nada ligado com essas ameaças feitas ao padre Marcelo Rossi e outras autoridades", explicou opolicial, que pediu para não ser identificado. Esta mesma equipe de policiais destacada para esta investigação deverá se deslocar a Presidente Bernardes para ouvir oslíderes do PCC.

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