Polícia investiga atentado contra TV em Curitiba

Bomba caseira foi jogada em prédio da Rede Paranaense de Comunicação; ANJ manifesta preocupação

Evandro Fadel / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2010 | 00h00

A Delegacia de Explosivos, Armas e Munições de Curitiba (Deam) analisa gravações de câmeras de segurança para tentar identificar os responsáveis por um atentado à sede da emissora de televisão da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), afiliada à Rede Globo, no Bairro Mercês, em Curitiba, no fim da tarde de terça-feira.

Uma pessoa que estava em um Renault Twingo preto tentou jogar uma bomba caseira no pátio da emissora, mas o artefato bateu em um muro e incendiou-se. Ninguém ficou ferido.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota em que manifesta preocupação diante do atentado. "A ANJ deplora a violência cometida contra a Rede Paranaense de Comunicação, a quem se solidariza, e espera que as autoridades policiais identifiquem seus autores e suas motivações, para que a Justiça os puna nos termos da lei." A RPC edita o jornal Gazeta do Povo, de Curitiba.

De acordo com o levantamento das polícias Militar e Civil, um homem encapuzado parou o carro em frente a uma das guaritas da emissora de TV, colocou fogo no pavio e arremessou a bomba, que consistia em pólvora colocada dentro de um tubo de PVC. "As imagens são analisadas quadro a quadro", disse o superintendente da Deam, Rogério Luís Matuella. Como o modelo de carro usado não é muito comum em Curitiba, o trabalho pode ser facilitado. Um isqueiro encontrado no local também está sendo periciado.

Segundo Matuella, aparentemente a bomba foi feita por quem não conhece o mecanismo, o que provocou a abertura do invólucro. De qualquer modo, ele acredita que uma possível explosão não causaria muitos estragos. "A pólvora usada é uma que só faz fumaça", disse. Além disso, ela não estava compactada e apresentava fragilidade nas extremidades. "Aparentemente, é coisa de moleque", ponderou. A pedido da própria polícia, a empresa manteve discrição sobre a ocorrência.

Na mesma noite, a presença de um pacote preto na calçada que dá acesso à Redação do jornal Gazeta do Povo, no centro da cidade, fez com que a polícia fosse chamada para verificar se não se tratava de outro atentado. Todos os funcionários saíram do prédio para que os policiais fizessem uma vistoria no local e averiguassem o conteúdo do pacote. Segundo a polícia, tratava-se apenas de lixo.

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