Polícia investiga confusão causada por mototaxistas no Pará

A polícia do Pará começou a investigar quem seriam os cabeças da revolta que resultou, no domingo, na destruição e incêndio de duas delegacias, do fórum e veículos oficiais nos municípios de Salinópolis e Capanema, no nordeste do estado, após o assassinato de um mototaxista por assaltantes. A morte de um funcionário da prefeitura de Salinópolis, durante o quebra-quebra, também está sendo apurada. Ele teria sido atingido por balas da polícia quando ela tentava conter o tumulto.O secretário de Defesa Social, Manuel Santino do Nascimento, reforçou a segurança nos dois municípios com 150 homens das polícias civil e militar, deslocando de Belém 32 viaturas para Salinópolis e Capanema. A justiça decretou toque de recolher em Salinópolis, um balneário oceânico a 265 km de Belém muito freqüentado pela classe média alta da capital e turistas que visitam o Pará. Os bares e boates estão com suas atividades suspensas por tempo indeterminado.O chefe da Divisão de Combate ao Crime Organizado, delegado Gilvandro Furtado, disse que imagens gravadas por equipes de TV e fotografias dos líderes do tumulto estão sendo analisadas pelo serviço de inteligência da polícia. Ele não tem dúvida de que a morte do mototaxista Manoel Ailson Bezerra da Costa por três assaltantes que já confessaram o crime, teria servido para a ação de "outras conexões criminosas, inclusive de outros municípios". Também não descarta a possibilidade da confusão ter sido armada para tentar liberar presos que estavam na delegacia de Salinópolis, da qual 34 fugiram.Após informações de que os acusados estariam em Capanema, a 100 km de Salinópolis, os mototaxistas fretaram dois ônibus e dois caminhões, seguindo para aquele município. Lá, queimaram a delegacia ao saber que os presos não estavam na cidade. Retornaram à Salinópolis, passando a quebrar e incendiar prédios públicos e veículos, roubando armas e drogas do fórum.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.