Polícia investiga detalhes do crime em shopping de Campinas

O delegado Carlos Henrique Fernandes, responsável pelo inquérito sobre a morte do radiologista Rafael Silva de Paula Moreira, disse nesta terça-feira, 24, que nenhum elemento novo poderá alterar a conclusão sobre a autoria do crime ocorrido na última quarta-feira, na saída do estacionamento do Shopping Iguatemi, em Campinas. Nesta terça, a Polícia Civil trabalhou em investigações de campo sobre detalhes ainda não esclarecidos, segundo informou o delegado.Na última sexta-feira, o juiz decretou a prisão temporária do segurança Roberto Aparecido Lopes, 28 anos. Ele confessou ter sido o autor do tiro que atingiu o rosto de Moreira e alegou estar nervoso na hora do disparo. O radiologista morreu a caminho do hospital Mário Gatti. Lopes ficará preso até o fim da semana que vem."Fomos elucidar pontos que merecem atenção", afirmou. O delegado não informou quais os locais visitados pelos policiais, mas disse que embora sejam detalhes importantes, o caso já está esclarecido. Nesta terça nenhuma nova testemunha foi ouvida. O Instituto de Criminalística começou a fazer os laudos de um capacete manchado de sangue e do revólver calibre 38 encontrado pela polícia. Três CDs com imagens do circuito interno do shopping ainda estão em poder do delegado e devem ser enviadas à perícia até o fim desta semana.Na segunda-feira, o delegado ouviu seis seguranças, colegas de Lopes, que contaram versões semelhantes da discussão com o grupo de mais cinco rapazes que acompanhavam Moreira. As versões, porém, contradisseram parte do que Lopes disse à polícia, segundo informou o delegado.Fernandes informou que a polícia identificou uma segunda ação qualificadora para o homicídio. O segurança da empresa terceirizada Verzani & Sandrini Segurança Patrimonial foi indiciado por homicídio qualificado. "A qualificadora seria motivo fútil, pela desproporção da reação do segurança ao ocorrido. Mas nós também identificamos a qualificadora surpresa, já que a vítima foi pega desprevenida", disse Fernandes.O advogado do segurança, José Pedro Said Júnior, informou que vai tentar classificar o caso como homicídio simples. A pena para o homicídio qualificado varia entre 12 e 30 anos de prisão, no caso de condenação. Para o homicídio simples, cai para seis a 20 anos.

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