Polícia Civil
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Polícia investiga grupo que promovia atentados com explosivos no RS

Grupo é suspeito de participar de ataques a bancos, concessionárias de veículos, sedes de partidos políticos e delegacias

Luciano Nagel, especial para o Estado

26 Outubro 2017 | 22h15

PORTO ALEGRE - Cerca de 30 pessoas são investigadas pela Polícia Civil de Porto Alegre, suspeitas de participarem de ataques a instituições bancárias, concessionárias de veículos, sedes de partidos políticos, delegacias de polícia e prédios públicos. Entre o grupo, de acordo com o delegado Paulo César Jardim, da 1ª Delegacia de Polícia da capital, há estudantes universitários, que cursam mestrado e até doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), alguns com bolsa de estudos. 

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As investigações iniciaram em outubro de 2016 quando uma bomba caseira foi colocada embaixo de uma viatura da Polícia Civil em frente a uma Delegacia na capital. Dias depois, outro artefato explosivo havia sido colocado em frente à porta de uma igreja. Já em 2013, conforme o delegado Paulo César Jardim, outras três viaturas foram incendiadas em Porto Alegre. Os carros da Brigada Militar estavam estacionados no pátio da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul.

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O grupo ainda é suspeito de realizar pichações em prédios públicos e ataques com explosivos a concessionárias de veículos, em uma agência bancária do Santander, na Auditoria do Exército e na sede do partido político Democratas (DEM), no bairro Menino Deus, zona sul de Porto Alegre. 

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Na última quarta-feira, 25, policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Viamão e Novo Hamburgo, na região do Vale dos Sinos. Durante as diligências, foram localizados diversos objetos que comprovam a participação do grupo criminoso em atentados, bem como livros de apologia à violência contra órgãos do Estado, igrejas, partidos políticos, entre outros.

No bairro Azenha, na região central da capital, policiais apreenderam dezenas de garrafas de plásticos contendo suposto material explosivo. Ainda conforme a polícia, entre os suspeitos estão pessoas de outras nacionalidades, como chilenos, bolivianos e franceses. 

Há cerca de seis meses, a Polícia Civil havia pedido à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos, a qual foi negada pelo Judiciário por falta de provas. As investigações prosseguem.

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