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Polícia investiga jovens de classe média em bondes

A polícia investiga a participação de jovens da classe média nosbondes (comboio de traficantes) que têm agido na cidade. Um deles, jáidentificado, é filho de um policial civil, funcionário da ImprensaOficial e que foi reconhecido nas imagens gravadas pela Polícia Civilna favela Barreira do Vasco, em São Cristóvão. Nilton André Paes Baetade Faria, o Nilton Playboy, de 22 anos, também teria participado dosataques ao Palácio Guanabara, Shopping Rio Sul e 17.ª Delegacia dePolícia (São Cristóvão), há um mês.De acordo com o delegado adjunto da Delegacia de Roubos e Furtos deAutomóveis, Cláudio Nascimento, Nilton Playboy já cumpriu pena de três anos por assalto, mas estava em liberdade condicional. Teria integrado o bonde que, na madrugada de 16 de outubro, atacou vários pontos da cidade, entre eles a sede do governo, por ordem de criminosos presos em Bangu 3, depois de uma tentativa de fuga frustrada. Naquela ação, Playboy teria participado do grupo que matou o inspetorda Polícia Civil Roberto Santana da Rocha e feriu gravemente o inspetorNildo dos Santos, que faziam ronda nas proximidades do Campo de SãoCristóvão. Recentemente, foi flagrado com o grupo de criminosos daBarreira do Vasco. Por conta desses últimos dois fatos, têm doismandados de prisão expedidos.Playboy tem carro e moto, e vive numa confortável casa de dois andares. O irmão é dono de uma frota de táxi. ?Ele não se dá bem com a família e já chegou a ameaçar o pai e o irmão. Ele trabalha no Diário Oficial como fachada, porque a família exige. Mas à noite sai nos bondes?, diz Nascimento.A polícia tenta identificar outro jovem de classe média, conhecidocomo Pio, amigo de Playboy. ?Eles participam dos bondes pela emoção,mas também porque querem dinheiro na carteira, cordão de ouro, carrozero?, afirma o delegado. ?Essa não é uma situação incomum. Há duassemanas prendemos o gerente do tráfico do Morro do Dendê e o pai dele é dono de uma distribuidora de leite?.Nesta terça-feira a polícia havia recebido a informação de que Playboy estava morto. Ele teria sido assassinado numa desavença entre criminosos. ?Essas brigas internas são comuns. Daqueles atentados (de 16 de outubro), estão mortos quatro dos que participaram dos ataques na zona norte e dois que agiram na zona sul?, disse o delegado.

Agencia Estado,

14 de novembro de 2002 | 18h37

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