Polícia investiga morte de casal de universitários

A polícia de São Paulo está investigando o misterioso seqüestro e assassinato de um casal de estudantes do curso de direito das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), ocorrido na noite de terça-feira da semana passada.Eles foram vistos pela última vez às 22h30, saindo da casa de Marília Fernando Calandriello Rodrigues, de 22 anos, que morava com os pais na Vila Aricanduva, na zona leste de São Paulo. Estavam no Corsa do namorado de Marília, Leandro de Oliveira, de 21 anos.Duas são as hipóteses para o crime: vingança ou seqüestro relâmpago. Os alunos da FMU começaram nesta segunda-feira a fazer um abaixo-assinado para entregá-lo ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pedindo a apuração do caso."Vamos colher as assinaturas dos 20 mil alunos da FMU", disse Richard Bernardes, presidente do Diretório Acadêmico da FMU. O diretor do Departamento de Polícia da Macro São Paulo (Demacro), delegado Antonio Chaves Martins Fontes, afirmou que a polícia já tem pistas para esclarecer o caso.Além da Delegacia de Ferraz de Vasconcelos, Martins Fontes determinou que uma equipe de homicídios da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes participe das investigações. O casal foi achado pela polícia na Avenida do Paiol, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, pouco depois de uma testemunha ouvir tiros.Eram 23h40. Os policiais encontraram o Corsa batido num muro e sinais de que houve luta. Oliveira estava morto com três tiros na cabeça e dois no tórax. Marília foi achada a cerca de 10 metros do carro. Tinha um tiro no pescoço.Os bandidos deixaram no carro talões de cheques, dinheiro e cartões das vítimas. "Era a minha única e amada filha", afirmou o pai da menina, o psicólogo Valter Rodrigues, que é professor do curso de propaganda da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero.

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