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Polícia investiga morte de médico no Rio

A polícia investiga três possibilidades para esclarecer a morte do médico Mário Arcoverde Sobrinho, de 62 anos, diretor do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, zona oeste, executado com quatro tiros na noite de segunda-feira. Uma delas tem como peça-chave um relatório sobre superfaturamento na venda de remédios ao Estado, documento que Sobrinho estaria preparando. Outra hipótese é a de vingança por parte de funcionários demitidos desde 1999, quando Sobrinho assumiu a direção da unidade. A terceira está ligada à "máfia das funerárias", que paga comissões a funcionários de hospitais para obter clientes entre as famílias de pacientes mortos.Os depoimentos devem começar a ser ouvidos amanhã pelo delegado Carlos Henrique Machado, titular da Delegacia de Homicídios. Hoje ele foi até o Rocha Faria para uma "conversa informal" com funcionários da administração do hospital. Amanhã o delegado recebe os laudos da perícia do local do crime, feito pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), e o do Instituto Médico Legal. A polícia investiga ainda a participação de dois criminosos, conhecidos como Pará e Arley, denunciados anonimamente. Eles seriam os assassinos de Sobrinho.Hoje o presidente do sindicato dos médicos, Jorge Darze, teve um encontro com o secretário estadual de Segurança, coronel Josias Quintal. Participaram da reunião quatro delegados que estão à frente das investigações das mortes de profissionais ligados à saúde. "Eles relataram minuciosamente a evolução das investigações, que estão paralisadas", disse Darze. Entre os casos não solucionados, há o de um servidor de Campo Grande assassinado há dois meses dentro do gabinete da direção do posto em que trabalhava. "Estamos muito preocupados com esses crimes sucessivos envolvendo gestores e profissionais da saúde", acrescentou o médico, que cobrou medidas preventivas.

Agencia Estado,

06 de junho de 2001 | 18h20

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