Polícia investiga morte de tio do milionário da Mega Sena

A direção da Divisão de Capturas da Polícia Interestadual (Polinter) abriu inquérito para investigar a morte de Calisto Fernandes dos Santos Filho, de 67 anos, tio do milionário da Mega Sena, Renné Sena, assassinado em janeiro. Preso sob acusação de estupro, ele estava na Polinter do Grajaú, na zona norte do Rio, e morreu depois de sentir-se mal na manhã de quarta-feira, 21.Santos Filho chegou ao Hospital do Andaraí às 8h37. Segundo informações dos médicos, ele já estava morto. O hospital encaminhou o corpo ao Instituto médico-legal (IML) para que a causa da morte fosse determinada. O tio de Sena foi enterrado às 14 horas no Cemitério de Tanguá, em Itaboraí, no Grande Rio.Santos Filho estava na mesma cela em que está preso outro acusado do crime, o ex-policial militar Anderson Silva de Sousa. O titular da Delegacia de Homicídios (DH), Roberto Cardoso, não acredita que Sousa esteja envolvido na morte. "A princípio não tem nenhum indício que leve a crer que a morte dele tenha envolvimento com o crime da Mega Sena. Calisto sequer era suspeito", afirmou o delegado. Cardoso informou que a DH não vai apurar a morte.ForagidoSantos Filho foi preso no início do mês, ao se apresentar para depor na Delegacia de Homicídios, que apura o assassinato de Renné Sena. Ele já havia prestado depoimento anteriormente, quando informou, por exemplo, sobre as freqüentes brigas do sobrinho com a mulher, Adriana Almeida, acusada de ser mandante do crime.O delegado Roberto Cardoso descobriu que havia troca de telefonemas entre a mulher de Santos Filho e Adriana no dia do crime e decidiu ouvi-lo novamente. Ao fazer pesquisa sobre o tio de Renné Sena, descobriu que ele era acusado de estuprar a filha, em 1994. Ele estava foragido.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.