Polícia investiga nova hipótese para morte de perueiro

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha em uma nova linha de investigação para tentar esclarecer o seqüestro e morte do diretor da Transcooper, Francisco Manuel do Vale, de 40 anos, assassinado na última sexta-feira, 25. A suspeita é de que o crime esteja relacionado à prisão de Rodrigo de Melo Faria. Em maio, no início da série de ataques do Primeiro Comando da Capital, Faria foi flagrado ateando fogo em um ônibus no Jardim Japão, zona norte. Na delegacia, ele declarou que havia sido contratado por representantes da Transcooper. Disse ainda que receberia R$ 1.000,00 por cada veículo incendiado e que tinha planos de promover outros dois ataques. À época, o presidente da cooperativa, Guilherme Correa Filho, negou a participação de seus associados nos atentados. Mesmo com o surgimento de novas pistas, policiais do DHPP continuam investigando a hipótese inicial, de que o crime foi motivado por antiga rixa entre Vale e um traficante da zona norte. No ano passado, o criminoso já havia tentado matar o diretor da cooperativa. Na ocasião, Vale lutou com o agressor, conseguindo tomar dele um revólver calibre 38. O homem ainda tentou fugir, mas acabou preso em flagrante acusado de tentativa de homicídio. "Embora a vítima não tivesse envolvimento com o tráfico de drogas ou com o PCC, o meio em que ele vivia o levou a conhecer esse tipo de gente", comenta o delegado Flávio Afonso da Costa, titular da Equipe H-Sul do DHPP. Para tentar avançar nas investigações, ele solicitou à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos aparelhos fixos e de celulares usados pelos criminosos para negociar o pagamento do resgate com a família da vítima. "Essas informações podem nos ajudar a chegar aos assassinos", avalia Costa. O delegado também pretende descobrir se os dois supostos desafetos do diretor teriam condições de ordenarem o crime mesmo de dentro da cadeia.

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