Polícia investiga novo alvo de seqüestro em SP

Delegados e investigadores de três departamentos da Polícia Civil que apuram seqüestros relâmpagos estão agora investigando outro tipo de seqüestro, que vem crescendo nos últimos meses: de funcionários de empresas de transportes de valores e suas famílias.Pais, irmãos, mulheres e filhos de gerentes, tesoureiros e encarregados de empresas do ramo na capital, no litoral e no interior são vítimas de seqüestro.Os criminosos levam os parentes para cativeiros e ameaçam os funcionários, obrigando-os a abrir cofres de empresas para retirada de malotes com dinheiro.Os Departamentos de Investigações Contra o Crime Organizado (Deic), Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) e a Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demarco) estão empenhados em identificar as quadrilhas e esclarecer o último ataque, ocorrido na quinta-feira, quando quatro homens, com coletes à prova de bala, desceram de um Gol clonado de um carro do Denarc na casa de A.S., de 41 anos, tesoureiro da RRJ, no bairro de Taboão, em São Bernardo do Campo.Eles dominaram o tesoureiro, a mulher dele e três filhos. A família foi levada para um cativeiro e A.S. ficou em casa, com dois ladrões. Em seguida, outros dois chegaram e amarraram uma bomba ao seu corpo, "que seria detonada por controle remoto se ele não obedecesse".Na zona leste, A.C., chefe da Segurança da RRJ, chegava em casa, no começo da noite, quando foi dominado por quatro homens. Na residência estavam seus pais e três crianças, que foram levados para um cativeiro.O tesoureiro e o chefe de segurança, que também teve bombas amarradas ao corpo, foram deixados pelos ladrões, juntos, na sede da RRJ, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Eles deveriam carregar os malotes com todo o dinheiro do cofre para uma caminhonete e entregar o veículo para quatro ladrões nas imediações da empresa.Se não atendessem, as bombas seriam acionadas e seus parentes, mortos. Os dois avisaram os ladrões por celular que seria impossível retirar o dinheiro. Os diretores da RRJ tinham desativado as bombas e avisado a polícia.Após muitos telefonemas com ameaças, as famílias foram libertadas - a de A.S. foi deixada na Via Anchieta, e a de A.C., em São Bernardo do Campo.

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