Polícia investiga padre italiano suspeito de pedofilia

A polícia de Recife investiga o padre italiano radicado em Pernambuco, Angelo Vicenti, 56 anos, envolvido em suspeita de pedofilia. O religioso trabalha há 10 anos na paróquia de Palmares, na zona da mata sul, e preside a organização não-governamental Ação Social Paróquia Palmares (ASPP), que atende crianças e adolescentes em situação de risco.Durante uma busca realizada hoje na Granja Paraíso, onde reside o padre e onde funciona a sede da ASPP, a polícia e a juíza de Palmares Hilda Landim - que pretendiam prender um empregado do padre acusado de assassinato - encontraram no quarto do religioso revistas eróticas, fotos de adolescentes de biquíni e uma foto de uma moça com os seios à mostra.O material apreendido foi encaminhado para a Diretoria de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA), no Recife, junto com fitas de vídeo e três gabinetes de computador para averiguar se há indícios de pedofilia.Como na granja também foram encontradas duas espingardas 12 e cartuchos, o padre foi preso por porte ilegal de arma. Havia expectativa dele ser liberado hoje à tarde, após pagamento de fiança. O acusado de assassinato que era alvo da polícia, Ivaldênio Siqueira da Silva, não se encontrava na granja e o padre afirmou que ele não trabalhava mais no local.Em depoimento na DPCA, o religioso garantiu ser inocente e disse nada ter a temer. Ele explicou que a foto da jovem seminua e as revistas pertenciam a adolescentes atendidos pela ASPP, as quais ele havia recolhido e guardado. Já as fotos de adolescentes de biquíni foram tiradas, segundo ele, durante um passeio promovido pela ASPP na praia de São José da Coroa Grande, sendo comum o registro fotográfico dos passeios organizados pela entidade. Quanto às armas, alegou que as tem desde que assumiu a direção da ASPP porque a granja se localiza em área perigosa.De acordo com o delegado da DPCA, Paulo Morais, as fitas e os equipamentos apreendidos serão encaminhados ao Instituto de Polícia Técnica, para análise. Ele disse que não existem denúncias nem acusações de abuso sexual de menores contra o padre, mas inquérito policial foi aberto para investigar o caso.

Agencia Estado,

18 de agosto de 2002 | 18h21

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