Polícia investiga relação entre assassinato e RPG

A Polícia Civil da cidade histórica de Ouro Preto, a 95 qulômetros de Belo Horizonte, está convicta de que o assassinato da estudante de Farmácia Aline Silveira Soares, de 18 anos - ocorrido na madrugada de domingo em um cemitério desativado do município - foi cometido durante uma sessão de RPG (Role Playing Game). O RPG é um jogo no qual os participantes tornam-se personagens de histórias fantasiosas associadas, muitas vezes, a magia e a temas sobrenaturais.Segundo o delegado Adauto Corrêa, que investiga o crime, o corpo de Aline foi encontrado com perfurações de faca no cemitério, próximo a um jazigo violado. Tudo indica, conforme o policial, que a estudante estava jogando RPG com um grupo de jovens, todos na cidade em razão do feriado prolongado. No decorrer do jogo, ela teria sido marcada para morrer por um dos competidores, apelidado de "anjo da morte", e foi assassinada.Nos últimos dias, Corrêa colheu depoimentos de diversos amigos e parentes de Aline, entre eles a prima, identificada apenas como Camila, que é adepta de jogos de RPG e suspeita de ter presenciado o crime, embora tenha negado envolvimento. O delegado garantiu já ter identificado o suposto assassino, mas recusou-se a dar o nome. "Trata-se de um rapaz que também já foi ouvido por nós e que no jogo seria chamado ´anjo da morte´", afirmou o policial."Ainda mantemos a identidade dele em sigilo, mas estamos monitorando seus passos e podemos prendê-lo a qualquer momento", acrescentou. Também ontem, munido de mandados judiciais, policiais de Ouro Preto fizeram inspeções em três repúblicas de estudantes da cidade, nas quais procuraram materiais supostamente utilizados em jogos de RPG. O delegado não quis informar o que foi recolhido.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2001 | 18h29

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