Polícia investiga responsáveis pelos ataques em São Paulo

O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, disse na noite desta quarta-feira que não está descartada nenhuma hipótese sobre os ataques a dois ônibus, um microônibus e um carro da Polícia Militar na noite de terça, na zona sul de São Paulo. "Todas as hipóteses serão investigadas". Em entrevista coletiva, Marzagão evitou atribuir as ações ao crime organizado. "Não há nada conclusivo até agora. Estamos investigando quem são os autores e quais foram as motivações". Os veículos foram queimados no Parque Bristol e um carro da Polícia Militar foi metralhado, na frente da Estação Ipiranga da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Avenida Presidente Wilson, na zona sul de São Paulo Marzagão também não confirmou a informação de que os atentados estariam ligados aos problemas registrados em Presidente Venceslau, no oeste do Estado, durante a terça-feira. Antes dos atentados, policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) interceptaram uma ligação de um preso, dizendo que a onda de violência na capital poderia recomeçar a qualquer momento. "A polícia está sempre em alerta. O que muda é só o nível. Estamos num nível intermediário. A situação no sistema penitenciário está sob controle", declarou o secretário. Sobre a agressão cometida por policiais militares a um grupo de pessoas na região da Cracolândia, no centro da cidade, na noite de terça, o secretário repudiou a atitude e declarou que eles devem permanecer presos na Corregedoria durante as investigações. "Não tem justificativa. Eles deveriam ser levados para a delegacia e não serem espancados" Crime organizado O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), defendeu nesta quarta o rigor no julgamento do crime organizado. ?A punição de delinqüentes, especialmente os violentos e pertencentes a organizações criminosas, é uma atividade que deve ser feita dentro das normas do devido processo legal, mas também como condição essencial para fortalecer a segurança pública?, ressaltou, durante a cerimônia de abertura do Ano do Judiciário, no Palácio da Justiça, região central da cidade. Serra disse também que, por outro lado, é muito importante garantir a agilidade no julgamento das execuções criminais para evitar que pessoas com direito a um regime mais brando fiquem presas por um período maior. ?A demora gera essas situações de denegação de direitos, acarretando um clima propício para a revolta carcerária. Além disso, aumenta-se o custo da gestão prisional?, afirmou.

Agencia Estado,

07 Fevereiro 2007 | 19h22

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