Polícia investiga sabotagens no sistema de água de Itu

A polícia de Itu, a 98 quilômetros de São Paulo, investiga uma série de atentados praticados contra o sistema público de abastecimento da cidade. Desde o início de agosto, houve cinco ações que resultaram em danos aos sistemas de distribuição de água. Numa delas, a rede foi contaminada por coliformes fecais. O último atentado ocorreu no domingo passado, quando a estação elevada do condomínio Terras de São José teve a porta arrombada e as instalações incendiadas.O fogo não se propagou, mas o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) foi obrigado a interromper o abastecimento e esvaziar o reservatório. Milhares de litros de água tratada foram perdidos. A medida foi tomada por precaução, pois havia risco de que o líquido tivesse sido contaminado com bactérias ou agentes químicos. "A análise das amostras que colhemos não confirma a contaminação", disse o presidente do SAAE, Adolfo Fanchini.Há um mês, foram constatados indícios de contaminação criminosa no sistema de abastecimento do Bairro Rancho Grande. Análises revelaram a presença de coliformes fecais na água que já havia sido tratada. O SAAE suspendeu o abastecimento e teve que mobilizar 250 homens para fazer a limpeza das caixas de 875 residências. A cidade estava em regime de racionamento de água.Em outras ações, um mangote - espécie de mangueira que transportava o líquido de um lago particular para a Represa do Itaim - foi cortado e o reservatório que abastece o Bairro Progresso foi arrombado durante a noite. Os invasores usaram uma chave especial para fechar o registro de uma importante rede de abastecimento. Houve também um incêndio criminoso contra a sede da Associação dos Funcionários do SAAE.Além de pedir à polícia que investigue os atentados, o presidente da autarquia solicitou reforço na vigilância dos reservatórios e sistemas de distribuição pela Guarda Municipal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.