Polícia investiga se mãe trocou bebê por crack

Após uma denúncia anônima, a polícia de Franca, na região de Ribeirão Preto, 314 quilômetros ao norte de São Paulo, está investigando a possível troca de um bebê, nascido em 21 de maio, por cinco pedras de crack. A mãe biológica Gisele Aparecida Estevam, de 19 anos, prestou depoimento na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), na noite desta quinta-feira, e confessou ser usuária de crack, mas negou a negociação. O casal que adotou o bebê também foi ouvido e alega que Gisele fez a doação de seu filho. Os três envolvidos no caso respondem a processo por falsidade ideológica. O bebê, de 23 dias, foi levado para o Conselho Tutelar de Franca, que cuidará dele durante a investigação. A Justiça da Infância e da Juventude do município também poderá encaminhá-lo a uma família que tenha condições de criá-lo. Segundo o delegado Pedro Luiz Dallaqua, da Dise, duas certidões de nascimento foram registradas. Da primeira só constava o nome da mãe, Gisele. A outra é uma certidão retificadora, em que consta que os pais são Gisele e Mauro Luís de Almeida. As duas certidões foram apreendidas. O casal que ficou com o bebê, Mauro Luís de Almeida e Núbia Teixeira, também prestou depoimento à polícia. Os dois alegam que a doação do bebê ocorreu antes mesmo do parto. Ninguém foi preso, pois não houve flagrante. Dallaqua ainda que um inquérito deverá ser aberto para apurar o tráfico de drogas. Por enquanto, o trio foi indiciado por falsidade ideológica, o que poderá dar penas de dois anos de prisão, ou pena convertida em prestação de serviços à comunidade.

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