Polícia investiga se mais de um motociclista está envolvido em mortes em Goiás

Casos aumentaram de 12 para 18 após registro de assassinatos de mais 3 mulheres e um homem, além do ataque a outras 2 jovens

Marília Assunção, Especial para O Estado

06 Agosto 2014 | 14h50

GOIÂNIA - As autoridades policiais de Goiás ampliaram nesta terça-feira, 5, os casos investigados como mortes em série ocorridas em Goiânia, protagonizadas por motociclistas armados. Mais três assassinatos de mulheres, junto com tentativas de homicídio contra duas jovens e o homicídio de um homem, fizeram a lista de casos investigados subir de 12 para 18 de um dia para outro.

As vítimas foram atacadas por um ou mais de um motociclista e alvejadas em locais públicos de Goiânia de janeiro para cá, diferenciando-se dos demais homicídios de mulheres ocorridos do período por causa dessa característica. Outros detalhes diziam respeito à idade, variando entre 13 e 29 anos, a maioria mulheres morenas de cabelos longos, e ao fato de não ter sido levado nada delas. Entre os moradores, o medo da ação estar partindo de um serial killer, o que os próprios investigadores passaram a não descartar, mudou hábitos.

Nesta semana, a Polícia Civil de Goiás, que formou uma força-tarefa com mais de 30 integrantes, entre delegados, agentes e escrivães, para elucidar os crimes, informou que o grupo se comunica pelo aplicativo WhatsApp, trocando informações pela ferramenta de celular sobre detalhes dos casos.

Sobrevivente. Nesta quarta-feira, 6, a TV Anhanguera divulgou uma entrevista com uma vítima que sobreviveu a um ataque de um motociclista e quase ficou tetraplégica. Ela descreveu a forma de agir e deu algumas características do agressor, descrito como um homem de cor branca, de estatura alta, usando jaqueta preta com um detalhe de gola branca. 

Segundo a vítima, que seguia com uma amiga ao lado, o homem encostou o revólver nela pelas costas, mandando ficar quieta. Depois deu um tiro. A mulher caiu no chão, mas a amiga conseguiu correr. Ele ainda disparou duas vezes contra a jovem que fugiu, mas errou.

A mulher ferida relatou seu medo de sair de casa e afirmou que agora sofre com pesadelos, dizendo-se angustiada por saber que nem todas conseguiram sobreviver a agressões iguais às que foi vítima. A Polícia Civil tem as informações sobre a vítima e o suspeito.

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