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Polícia investiga se presos mataram o primo do goleiro Bruno

Sete pessoas foram presas com armas e drogas; polícia recebeu denúncia anônima de que parte deles está envolvida na execução de Sérgio Sales

Marcelo Portela - Agência Estado,

24 Agosto 2012 | 19h51

BELO HORIZONTE - Suspeitos de envolvimento no assassinato do primo do goleiro Bruno Fernandes, Sérgio Rosa Sales, de 24 anos, podem ter sido presos por acaso nesta sexta-feira, 24, em Belo Horizonte. A prisão ocorreu durante uma operação de combate ao tráfico de drogas no bairro Minaslândia, na região norte da capital, mesmo local onde Sales morava e foi executado com seis tiros na manhã de quarta-feira, 22.

Segundo a Polícia Militar, uma denúncia levou integrantes do 13º Batalhão até uma casa que seria usada como ponto de tráfico. No local, os militares apreenderam três revólveres calibre 38, munição e pequenas quantidades de maconha, cocaína e crack. Sete pessoas foram presas em flagrante, incluindo o proprietário do imóvel, Antônio de Oliveira Souza, de 43.

Após a prisão, a polícia recebeu nova denúncia anônima indicando que parte dos suspeitos estaria envolvida na execução de Sales. O rapaz foi morto logo depois de sair de casa em direção ao trabalho, por um homem em uma moto. Ele tentou fugir, mas foi perseguido por dois quarteirões e executado no quintal de uma residência com tiros nas costas, peito, abdome, rosto, braços e mãos.

As armas apreendidas vão ser encaminhadas para o Instituto de Criminalística da Polícia Civil para verificar se foi de uma delas que partiram as balas que atingiram o rapaz.

Eliza Samudio. Sérgio Rosa Sales era um dos acusados de envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, também de 24, ex-amante de Bruno. Ele seria levado a júri popular por sequestro cárcere privado e homicídio triplamente qualificado da jovem e era o único acusado de participação na morte que aguardava o julgamento em liberdade. Sales havia sido solto da prisão em agosto do ano passado, após mais de um ano atrás das grades.

Além dele, são acusados de envolvimento no assassinato o goleiro; seu ex-braço direito Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Outras cinco pessoas, incluindo a ex-mulher de Bruno, Dayane Rodrigues do Carmo, e outra amante do atleta, Fernanda Gomes de Castro, também respondem por crimes como sequestro e cárcere privado de Eliza ou do filho que ela teve com o goleiro. Outro primo do jogador, que tinha 17 anos à época do crime, já foi condenado por envolvimento no crime. A jovem está desaparecida desde junho de 2010 e seu corpo nunca foi encontrado.

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