Google Street View/Reprodução
Google Street View/Reprodução

Polícia investiga suspeita de estupro de crianças de 3 e 4 anos em escola de MG

Auxiliar de Educação Física de 22 anos é apontado como suspeito e nega as acusações; casos teriam ocorrido em escola participar de Belo Horizonte

Leonardo Augusto, especial para O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2019 | 11h47

BELO HORIZONTE - A Polícia Civil de Minas Gerais investiga pelo menos dois casos de suspeita de estupro de crianças que teriam ocorrido no Colégio Magnum, escola particular de Cidade Nova, bairro de classe média de Belo Horizonte. Entre as vítimas estariam dois irmãos, um menino e uma menina, de 3 e 4 anos. Um auxiliar de aulas de Educação Física, de 22 anos, é apontado como suspeito, e nega as acusações.

A denúncia à polícia foi feita pela mãe dos irmãos. Outras duas famílias, com filhos de 3 anos na escola, também teriam feito queixas. A polícia não confirma a informação, pois foi decretado sigilo sobre o caso.

As investigações tiveram início na sexta-feira, 4. Até quinta, 10, a Polícia Civil havia tomado 37 depoimentos de pais, alunos e representantes da escola. 

O suspeito ainda não foi ouvido. A corporação cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do rapaz. Um telefone celular foi apreendido e encaminhado para perícia. Ele nega as acusações e afirma que foi demitido. "Não sei por que estão fazendo isso. Disseram (a escola) que estavam passando por momento financeiro difícil, mas a demissão ocorreu depois da denúncia", afirmou.

A reportagem não conseguiu contato com as famílias das crianças.  Procurado, o Colégio Magnum informou que foi procurada "pelas autoridades sobre a investigação de um caso de uma suposta ocorrência". "A todo o momento, desde que teve conhecimento do caso, a escola tem tomando todas as providências necessárias para auxiliar na apuração. Continuaremos com a nossa conduta responsável, sem expor nomes, dando assistência jurídica e psicológica para todos colaboradores e familiares envolvidos. Neste momento, o inquérito tramita sob sigilo, e a escola respeita essa orientação", afirma a nota.

A escola disse que "o afastamento do suspeito, na última semana, visou preservar a integridade de todos os envolvidos e a transparência da apuração do caso".

O colégio informou, também, que vai realizar uma revisão de todo o sistema de segurança eletrônica. "A entrada de todos os banheiros terá monitoramento por câmeras. Cada banheiro da escola terá uma pessoa responsável pela fiscalização. Todas as crianças da educação infantil continuarão a ser acompanhadas ao banheiro por uma monitora, que permanecerá no local junto com a fiscal de banheiro até que a criança seja acompanhada no retorno para a sala", descreve a nota. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.