Polícia investiga suspeito de matar família

Um homem que devia dinheiro a Maurício Simões dos Santos, de 44 anos, uma das vítimas da chacina que vitimou uma família inteira em Petrópolis, Região Serrana do Rio há quatro dias, está sendo investigado pela polícia como suspeito do crime. Santos, que, junto com a mulher, Rosimary das Graças Bassane, de 35 anos, também executada, vendia jóias em ouro, havia brigado com o suspeito - cuja identidade não foi divulgada - dias antes do crime, por causa de uma dívida. O delegado Antônio Silvino Teixeira, que comanda as investigações, já sabe que uma mulher atraiu a atenção de Santos até a frente da casa na noite do crime. Ele foi rendido pelos bandidos (pelo menos três) após prender os cachorros e abrir o portão. O mostruário das peças vendidas pelo casal, que continha quatro quilos de ouro, foi roubado pelos criminosos, assim como as jóias pessoais de Rosimary. O valor total estava avaliado em R$ 30 mil. O delegado procura pessoas que estavam na Rua Vereador Arnaldo Azevedo na hora do crime, mas está encontrando dificuldades porque as testemunhas temem retaliação dos bandidos. "A cidade ficou muito abalada, especialmente os vizinhos da família", disse Silvino. O crime teve requintes de crueldade. Santos, Rosimary, a mãe dela, Rosaly Bassane, de 58 anos, e o pai, Luiz Bassane, de 65, foram amarrados, amordaçados e executados a tiros. O único membro da família que está vivo, Luiz Cláudio Bassane, de 40 anos, cunhado de Santos, nega que os pais, a irmã e o cunhado tivessem inimigos.No entanto, segundo o delegando, Santos era uma pessoa "explosiva". "Pelo que já investiguei, o casal de idosos era tranqüilo, assim como a filha. O genro é que era problemático."

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