Polícia investigará ameaças contra Toninho do PT

A polícia vai investigar as ameaças de morte que o prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos (PT), assassinado a tiros na noite de segunda-feira, estaria recebendo há mais de seis meses. O delegado seccional de polícia de Campinas, Osmar Porceli, disse que não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre as ameaças, e que ainda não falou com a família do prefeito, mas que iniciará investigações "assim que receber as primeiras informações" sobre os supostos telefonemas. O vereador Ângelo Rafael Barreto (PT), que ouviu do próprio Toninho, há vinte dias, referências sobre as ameaças, anunciou que vai encaminhar ao diretório municipal do PT um relato formal de sua conversa com o prefeito assassinado. "Tenho sérias suspeitas de que as ameaças têm relação com a morte dele", afirma Barretos. "Vou pedir ao partido que notifique a polícia, que acompanhe as investigações policiais e que faça uma investigação própria sobre a história destas ameaças." Barretos disse que Costa Santos falou sobre as ameaças de morte que vinha recebendo durante um despacho de rotina. "Estávamos no gabinete dele, falávamos sobre várias coisas e ele voltou a afirmar que continuava recebendo ameaças", lembra Barreto. "Mas logo voltamos aos outros assuntos, e só agora eu percebo como foi lamentável não levarmos a sério essas ameaças." De acordo com Barretos e com assessores e funcionários da prefeitura ligados a Toninho, ele havia concluído três dossiês e tinha nas mãos documentos que comprovariam esquemas de corrupção em Campinas.

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