Polícia já tem suspeitos da morte de casal extrativista no Pará

Fazendeiro que já havia sido apontado como principal suspeito deve ser denunciado como mandante do crime

Carlos Mendes, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2011 | 00h00

ESPECIAL PARA O ESTADO / BELÉM

A Polícia Civil do Pará deve anunciar hoje as conclusões do inquérito que apurou a morte do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, ocorrido no dia 24 de maio, no assentamento Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna, no Pará.

Segundo apurou o Estado, o fazendeiro José Rodrigues Moreira deve ser apontado como mandante do crime e seu irmão, Lindon Johnson, como executor. O fazendeiro já havia sido apontado como principal suspeito no início do mês passado, durante as investigações.

A reportagem apurou que o documento tem 492 páginas e aponta que uma disputa por dois lotes de terra dentro do assentamento teria motivado o crime.

Durante a fase do inquérito, que levou 55 dias para ser concluído, foram ouvidas mais de 60 pessoas. Um dos principais depoimentos seria o de uma irmã de Maria do Espírito Santo, que teria fornecido detalhes sobre os criminosos.

Conforme apurou a reportagem, no dia do crime Lindon estaria em companhia de outro homem de tocaia na mata. Os três suspeitos estão foragidos.

Procurada, a Polícia do Pará não confirmou nem desmentiu as informações obtidas pelo Estado. Os delegados Rilmar Firmino e Silvio Maués, que comandaram as investigações, não atenderam a reportagem.

Vinte dias antes de serem mortos em uma estrada vicinal que dá acesso ao assentamento, José Cláudio e Maria do Espírito Santo haviam enviado um documento ao Ministério Público Federal de Marabá denunciando o envolvimento de madeireiras da região em crimes ambientais.

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