Polícia liberta empresário seqüestrado em Foz do Iguaçu

Um empresário chinês naturalizado brasileiro, de 38 anos, foi libertado pelo grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), da Polícia Civil do Paraná, na noite de domingo, 15. Ele foi mantido seqüestrado durante uma semana e o cativeiro ficava em Foz do Iguaçu. Quando invadiram o imóvel os policiais mataram dois seqüestradores - José Francisco dos Santos, de 25 anos, e Marcos Rogério Tilleviztz, de 24 anos. Foram presas Fernanda Célia Amarilla de Albuquerque Sgarioni e sua filha Fernanda Albuquerque Sgarioni. O refém saiu ileso e não houve pagamento de resgate. A polícia procura outros integrantes da quadrilha.De acordo com a polícia, o empresário foi seqüestrado por volta das 11 horas do dia 9, em uma rodovia, quando retornava da faculdade com sua mulher. Quatro homens vestidos de preto e com carteiras provavelmente falsas da Polícia Federal abordaram o carro e disseram que precisavam levar o empresário à delegacia, pois ele teria alguns problemas a resolver. A mulher, sem desconfiar, passou a segui-los. Mas, logo depois, os seqüestradores obrigaram-na a parar e tiraram as chaves do carro e o telefone celular.Cerca de duas a três horas depois, a família recebeu o primeiro telefonema pedindo resgate. O Tigre foi contatado e começou a fazer as investigações. De acordo com o delegado Riad Braga Farhat o momento mais tenso aconteceu na quinta-feira, quando a imprensa divulgou a presença do grupo na cidade. "Colocou em risco a vida do refém e dificultou a operação de resgate", reclamou. Segundo ele, depois disso, os seqüestradores telefonaram para a família dizendo que iriam enviar pedaços da vítima pelo correio.A polícia acredita que haja participantes estrangeiros no grupo, pois as ligações telefônicas eram feitas por alguém que falava castelhano. O refém passou o tempo todo algemado e com os olhos vendados. Na casa foram encontrados 200 gramas de maconha, uma pistola e um revólver calibre 38. As carteiras da PF não estavam mais no local.

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