Polícia liberta filho de prefeito seqüestrado em MG

Depois de uma semana de buscas pelos estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia a polícialocalizou, na madrugada desta sexta-feira, o cativeiro do estudante Fabrício Martins Prado, de 21 anos, filho do prefeito de Candiba (BA), Reginaldo Martins Prado, seqüestrado desde quinta-feira da semana passada. O estudante foi encontrado numafazenda abandonada, na cidade de Córrego Dantas, distante 240 quilômetros de Belo Horizonte. Na propriedade, foram presosdois seqüestradores que foram levados para a 15ª Regional de Segurança Pública. Outros dois acusados de participar doseqüestro também foram presos: um em Belo Horizonte e outro em Guanambi, no interior da Bahia, onde a família do estudantepossui negócios. Na noite de quinta-feira, foram presos Ricardo José Ribeiro, na capital mineira e, na cidade de Guanambi, Juraci José Dantas, acusado de ser o mentor do seqüestro que, junto com vizinhos da propriedade rural que estranharam a movimentação na fazenda, ajudaram a revelar o local do cativeiro. Bastante abalado, o estudante de direito, que foi seqüestrado no dia 4, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, onde morava numa república com o irmão, Reginaldo Martins Prado Junior, de 24, baleado e morto por reagir ao seqüestro, e outros universitários, comentou sobre os momentos em que passou em poder dos seqüestradores. "Jamais desejaria o que passei para o meu pior inimigo", afirmou. No cativeiro, junto aos seqüestradores Leonardo Henrique dos Santos, de 21, e Júlio César Lopes dos Santos, de 19, que não resistiram à prisão, a policia encontrou um revólver calibre 38, cinco cartuchos, um aparelho celular, quatro máscaras, um rádio comunicador e as correntes que prendiam o estudante. Fabrício foi levado por dois homens que usaram dois carros na fuga. Um do carros, foi encontrado em Uberaba. No outro, abandonado em Araxá, foi encontrada munição para revólver calibre 45, igual à que matou Reginaldo Júnior. A polícia acredita que um desentendimento com um primo do prefeito, que faria parte de uma quadrilha com pelo menos dez integrantes, que age em Osasco, na Grande São Paulo, teria motivado os crimes. O autor do disparo que matou o irmão de Fabrício seria um homem conhecido como "Cabeção", que teria saído de Guanambi para participar do seqüestro, mas que continua foragido.

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