Polícia liberta terceira vítima de quadrilha de seqüestradores

A polícia libertou do cativeiro na noite domingo a terceira vítima que estava em poder de uma quadrilha de seqüestradores identificada no domingo com a prisão de dois integrantes e a libertação de dois comerciantes mantidos reféns pelos bandidos no Parque Cocaia, na zona sul de São Paulo. A última vítima dos criminosos, o comerciante Julio Cesar Shiojiota, estava em uma casa na Vila Joaniza, também na zona sul paulistana.De acordo com o delegado Marcelo Dias, da 2.ª Delegacia da Divisão Anti-Seqüestro (DAS), o bando praticou oito seqüestros. "Estamos ainda investigando outros dois casos que eles podem estar envolvidos", afirmou. Por enquanto, além dos dois presos, outros três criminosos já foram identificados pela polícia. O líder seria um homem gordo. No segundo cativeiro mantido pela quadrilha, nenhum seqüestrador foi detido.O comerciante Shiojiota estava no banheiro da casa. Ele havia sido levado no sábado à noite pelos bandidos de seu restaurante, no Cambuci, zona sul. Dois homens entraram armados com fuzil e submetralhadora. Estavam mascarados. Apanharam a vítima e levaram-na a um Vectra, onde outros dois criminosos aguardavam-nos. Ele foi levado à casa da Rua Miguel de Farias, onde acabou sendo achado. O resgate de R$ 500 mil não foi pago.Horas antes, a polícia havia libertado outras duas vítimas da quadrilha: os comerciantes Jamel Saki Hossein El Bacha, de 22 anos, e Mohamed Hossein Rihja, de 42 anos. O primeiro havia sido seqüestrado dez dias antes quando estava com a namorada em seu Mercedes-Benz. O carro foi fechado pelos bandidos perto da Avenida Faria Lima. Os criminosos retiraram-no do veículo e exigiram resgate da família, que possui um negócio de informática.Rihja é proprietário de uma loja de material esportivo em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Ele havia sido seqüestrado na sexta-feira, um dia depois de a mesma quadrilha receber o resgate e libertar uma quarta vítima, o estudante Henrique José Bertolucci, de 19 anos. Bertolucci havia ficado 22 dias no cativeiro após ser apanhado quando saía do câmpus da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), em São Miguel Paulista. Dois homens disfarçados de policiais simularam uma blitz policial para apanhá-lo. O estudante foi levado para a mesma casa onde ficaram os comerciantes, no Parque Cocaia. No local, os policiais apreenderam ainda algemas e um capuz.Foram presos em flagrante Jeffit Oliveira Lima, de 23 anos, e Sirlene Afonso Silva, de 43. Os dois são acusados de terem sido contratados para tomar conta do cativeiro do Parque Cocaia. Segundo o delegado Eduardo Camargo Lima, da DAS, eles recebiam de R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00 por vítima que cuidavam.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.