Polícia localiza outro imóvel de seqüestradores de Olivetto

A polícia divulgou nesta segunda-feira a localização de outro imóvel usado pelos seqüestradores de Washington Olivetto em São Paulo.O apartamento 114 da na Rua Luís Góis, 1.328, Vila Mariana, foi ocupado por oito meses por Ruben Oscar Sanchez, de 30 anos, e Maitê Anália Belon, de 23, presos em Serra Negra. Coube a outro criminoso ainda foragido alugar o imóvel, com o nome de Miguel Armando Villabela.Para a polícia, ele pode ser o segundo homem na hierarquia da quadrilha. Ruben e Maitê deixaram na quarta-feira o apartamento, pelo qual pagavam R$ 650,00 de aluguel. A síndica, Rubenita Raiol Vilhena, e outros moradores reconheceram o casal e os seqüestradores, identificados como Carlos Renato Quiroz e Frederico Arribas. "Foi um susto quando a polícia interfonou no domingo, procurando informações sobre eles", diz. Rubenita disse que os homens, discretos, costumavam sair a pé pela manhã e voltar ao meio-dia. Passavam a tarde no apartamento de 70 metros quadrados e dois quartos. "Sei que Miguel falava castelhano porque há cinco meses precisei chamar sua atenção por ter colocado um pano vermelho na janela, o que não é permitido", disse. "Ele desceu muito nervoso. A polícia acredita que poderia ser um código." Houve outro incidente com uma antena da Direct TV que incomodava o morador do apartamento ao lado. "O vizinho não reclamou de novo e não houve mais problemas". O apartamento, cujo contrato venceria no dia 20, foi alugado no começo de 2001. Na Imobiliária Aliança, encarregada da negociação, Villabela apresentou documentos de Córdoba, Argentina. Ele disse ser engenheiro eletrônico e trabalhar com programação de computadores. Deixou garantia de R$ 1.950,00, porque não tinha fiador.Declarou renda de cerca de US$ 2.500,00 e nunca atrasou o aluguel nem o condomínio, de R$ 280,00. O zelador, José Cabral da Silva, disse que na quarta-feira à noite Villabela deixou o prédio levando malas grandes. Os outros três já tinham saído dias antes do Natal. O apartamento está lacrado. Nele a polícia encontrou um laptop, um computador de mesa, impressora, antena de comunicação uma máquina de falsificação de documentos, vários passaportes e capas coloridas.

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