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Polícia mata 13 suspeitos de planejar novos ataques

Treze suspeitos de integrarem a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) morreram durante uma tiroteio com a Polícia Civil, nesta segunda-feira, 26, após uma tentativa de ataque contra agentes penitenciários em quatro cidades do Grande ABC (Mauá, Diadema, São Bernardo e Santo André). Um policial foi ferido com armamento pesado.Ainda hoje, tentativas de resgate de presos em Centro de Detenções Provisórias (CDP) na região do ABC, foram frustradas pela tropa de choque da Polícia Militar. Os policiais também agiram no caso de um ônibus que levava agentes penitenciários para trabalhar em presídios do ABC e seria metralhados pelos criminosos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os suspeitos - 12 homens e uma mulher - morreram após resistirem à ordem de prisão. Dez deles em São Bernardo do Campo e outros três em Diadema. Também foram presas cinco pessoas, a maioria com passagem pela polícia, sendo três mulheres e dois homens. Junto com os criminosos, a polícia apreendeu 15 armas de grosso calibre. Um balanço geral será divulgado à tarde pela Secretaria.Em entrevista pela manhã, o governador Claudio Lembo (PFL), tranqüilizou a população dizendo que as forças de segurança do estado estão agindo com rigor e, o serviço de inteligência da polícia está mais ativo do que nunca. "Estávamos esperando que isso fosse acontecer, e infelizmente aconteceu", disse o governador à rádio Jovem Pan, ressaltando que a polícia estava preparada para novos ataques e que a situação está sob controle. "A polícia está em alerta. A situação é de total de tranqüilidade, não há nenhum problema em São Paulo".AmeaçasLembo confirmou que o PCC vem fazendo ameaças desde a semana passada e planejava fazer ataques durante o último jogo do Brasil na copa, quinta-feira passada contra o Japão. "Eles nos ameaçaram no jogo do Brasil. Iam fazer ataques durante o jogo mas conseguimos que não fizessem. Agora fizeram nesta madrugada, mas foram rechaçados duramente." Ainda segundo o governador, a intenção dos criminosos era repetir a onda de violência de maio. "Estavam planejando muitos ataques espetaculares".O secretário de Segurança Pública Saulo Abreu, tentou minimizar o impacto causada pelas declarações do governador, dizendo que houve apenas uma tentativa de desestabilizar o sistema. Saulo disse que houve fatos isolados e evitou dar detalhes sobre a ação da polícia. Ele confirmou que a polícia conseguiu sufocar as tentativas a partir de escutas telefônicas autorizadas e do "monitoramento constante do passo a passo dos bandidos".Nesta manhã, 15 agentes do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Parelheiros, zona oeste da capital, se recusaram a entrar no presídio. Eles alegam que não há segurança para trabalhar. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, a rotina dentro do presídio segue normalmente.Ainda não se sabe de onde partiu a ordem para os ataques e se eles têm relação à série de ataques ordenada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital, iniciada em 12 de maio, e que deixou 122 mortos.Texto atualizado às 17h55

Agencia Estado,

26 de junho de 2006 | 11h22

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