Polícia mata chefe do tráfico do Morro do Borel no Rio

Cinco traficantes morreram nesta quarta, 5, em confronto com a polícia, entre eles Luiz Fernando Souza da Silva, o Idê, de 29 anos. Ele era chefe da venda de drogas no Morro do Borel, na Tijuca, favela marcada pela forte presença de traficantes e dominada por Isaías da Costa Rodrigues, um dos chefões do Comando Vermelho que cumpre pena em Bangu 3. Parte do comércio das ruas Conde de Bonfim e São Miguel foi obrigado a fechar em sinal de luto. Na Favela do Muquiço, em Rocha Miranda, outros quatro homens morreram em confronto com policiais militares. Os criminosos haviam fechado os acessos da favela com cavaletes feitos com pedaços de trilhos de trem.Policiais militares do 6.º Batalhão (Tijuca) faziam ronda no Borel, quando encontraram um grupo de homens armados. Houve intenso confronto. Idê foi baleado no tiroteio. Ele chegou a ser levado para o Hospital do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos.LutoPela manhã, garotos passaram correndo pelas lojas da Tijuca e ordenaram o fechamento do comércio. Bares, restaurantes, locadoras, escolas e oficinas mecânicas fecharam as portas na Rua Conde de Bonfim, uma das principais do bairro. Na Rua São Miguel, uma faixa preta foi pendura na passarela que dá acesso ao Borel.O tenente-coronel Álvaro Rodrigues Garcia, comandante do 6.º Batalhão, informou que Idê assumiu o Borel em novembro, após a morte Isaías da Costa Rodrigues Filho, o Careca, filho de Isaías do Borel. "O Fernando já era marginal conhecido nosso há bastante tempo. Além de ser chefe do morro, também estava envolvido com o roubo de carros", informou.Em Rocha Miranda, uma carta anônima informando sobre barricadas montadas por traficantes nos principais acessos da Favela do Muquiço levou os policiais militares do 9.º Batalhão (Rocha Miranda) a fazerem uma operação para retirar o cavaletes. Os PMs foram recebidos a tiros. O sargento Djalma das Neves, de 41 anos, foi baleado no braço direito. Ele foi socorrido no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Quatro homens não identificados foram baleados e morreram no Carlos Chagas. Segundo a polícia, eles eram traficantes.Essa foi a segunda vez, em menos de uma semana, que os traficantes tentaram obstruir os acessos ao Muquiço. "Na semana passada, eles ergueram muros de concreto. Também fizemos operação lá e quebramos tudo. Dessa vez, recebi uma carta anônima informando sobre o uso de trilhos de trem. Vamos desobstruir as ruas sempre que necessário", afirmou o coronel Murilo Leite, comandante do 9.º Batalhão.

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