Polícia Militar da Bahia entra em greve por tempo indeterminado

Policiais reivindicam principalmente melhorias nos planos de carreira e de cargos e salários

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2014 | 20h15

SALVADOR - Em assembleia que reuniu cerca de 2 mil policiais militares no início da noite desta terça-feira, 15, em Salvador, a categoria decidiu decretar greve por tempo indeterminado, com início imediato, na Bahia. Os policiais reivindicam principalmente melhorias nos planos de carreira e de cargos e salários.

A paralisação foi decretada menos de uma semana depois de o governo estadual apresentar um plano de modernização da PM, que contemplava itens como a separação do Corpo de Bombeiros do resto da corporação e aposentadoria para mulheres integrantes da PM após 25 anos de serviço. Na tarde desta terça, integrantes do governo e de associações de PMs tiveram uma reunião, na qual foi apresentada uma proposta de negociação, por parte do governo.

"A proposta apresentada não contempla os desejos da categoria", resumiu o ex-policial e hoje vereador de Salvador Marco Prisco (PSDB), o principal negociador dos policiais com o governo.

Prisco foi o líder da última greve da PM na Bahia, entre janeiro e fevereiro de 2012. O movimento durou 12 dias, nos quais houve uma onda de assassinatos e arrastões nas maiores cidades do Estado e invasão da Assembleia Legislativa por cerca de 3 mil integrantes da corporação. Agentes da Força Nacional de Segurança e militares do Exército tiveram de policiar as principais cidades.

Por causa da ameaça de greve, escritórios comerciais e até repartições públicas liberaram à tarde os trabalhadores para que voltassem para casa mais cedo. Faculdades cancelaram as aulas do turno da noite. Segundo o sindicato das empresas de ônibus, com a confirmação da greve, os veículos devem ser retirados das ruas já na noite de hoje.

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