Polícia mineira diz que só trabalha com reajuste maior

Os lideres da greve das forças policiais em Minas disseram que só aceitam reabrir as negociações se o governo estadual elevar o índice de 6% de reajuste fixado para as categorias. Aparalisação teve início no final da noite de quinta-feira, após o Palácio da Liberdade divulgar o índice de reajuste. Com a greve, o governador Aécio Neves pediu e o presidente Lula aceitou enviar tropas das Forças Armadas federais para garantir a segurança. Representantes das polícias Civil e Militar se reuniram nesta manhã na sede da União do Pessoal da Polícia Militar, região centro-sul da capital. Os policiais, bombeiros e agentes penitenciáriosreivindicam um aumento de 54%.?Para retomar qualquer conversa, é preciso aumentar esse índice?, disse o diretor de Mobilização do Sindicato dos Policiais Civis, Valério Schettino Valente. Segundo ele, os grevistas aceitam discutir um parcelamento dos 54% em três vezes, até o final do mandato de Aécio, em 2006. ?Desde que se conceda uma parcelaconsiderável agora.?"Esforço"O governo estadual, contudo, não tem sinalizado com a possibilidade de rever o índice fixado. O secretário-adjunto de Estado de Defesa Social, Luís Flávio Sapori, insiste que este é o ?esforço? que o governo conseguiu fazer, como um primeiro passo para a ?recomposição salarial das categorias?.Ele reiterou também que o Executivo estabeleceu o mês de fevereiro de 2005 para o início de uma nova rodada de negociações. Os grevistas marcaram uma assembléia geral para a próxima quarta-feira, em frente à Assembléia Legislativa de Minas Gerais.MotimValente garantiu que os policiais civis e militares estavam trabalhando em escala mínima para atender aos casos urgentes. No início da tarde, cerca de 30 presos tentaram uma fuga em massa da Divisão de Tóxicos e Entorpecentes, na região oeste de Belo Horizonte, delegacia que abriga mais de 200 detentos.Os presos serraram a cela número dois, mas ninguém conseguiu escapar. Os soldados do Exército não foram chamados e os policiais civis detiveram o início de motim com o auxílo da PM, que chegou em três viaturas das Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam).O tenente-coronel Sylvio Antônio de Oliveira Cardoso, oficial de comunicação da 4ª Região do Exército, disse que até o final da tarde os soldados haviam feito apenas uma prisão no centro de Belo Horizonte. Um homem foi agarrado por populares durante uma tentativa de furto e encaminhado para o caminhão das ForçasArmadas.De acordo com o oficial, foram requisitados mais homens da guarnição do Exército em Pouso Alegre, no sul do Estado. Ele disse que o efetivo na capital mineira não pode ser divulgado por uma questão de ?planejamento?. O ministro da Defesa, José Viegas, disse em Brasília que foram designados para a operação um total de aproximadamente 1.500 militares.

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