Polícia não descarta crime político na morte de secretário

A polícia civil de Jacareí, no Vale do Paraíba, não descarta a possibilidade do secretário municipal de habitação, Edson Mega de Miranda, ter sido vítima de um crime político ou de uma emboscada. Miranda morreu nesta quinta-feira depois de ter sido encontrado baleado com dois tiros na cabeça na tarde do dia 30 de dezembro.Para o delegado responsável pelo caso, Maurício Santos Oellers, todas as hipóteses têm que ser apuradas já que a vítima era um homem público. ?Não podemos descartar nenhuma possibilidade, mas por enquanto não há pistas?.Oellers disse que nenhuma denúncia anônima foi feita à polícia e que no local onde o corpo foi encontrado, no bairro Cidade Salvador, não houve testemunhas. Ao lado do corpo de Miranda a polícia encontrou um revólver calibre 22 e constatou que nada havia sido roubado.Diante das carcaterísticas do crime, o caso foi registrado inicialmente como tentativa de suicídio. O delegado informou que foram feitos exames periciais no corpo e no carro da vítima e que os resultados devem ser divulgados na próxima semana. ?Antes dos laudos não podemos afirmar nada.?Edson Mega de Miranda, de 51 anos, ficou internado por dois dias na Unidade de Tratamento Intensivo do hospital Policlin, em São José dos Campos, onde morreu. Ele era presidente da Fundação Pró-Lar de Jacareí, instituição correspondente à Secretaria Municipal de Habitação, desde o início do mandato do prefeito Marco Aurélio de Souza (PT).Miranda foi velado na Câmara Municipal de Jacareí e enterrado nesta sexta-feira no Cemitério Avareí. Durante o velório, nem a família nem os amigos que trabalhavam com o secretário disseram acreditar na primeira versão da polícia, de que Miranda teria cometido suicídio.?Meu pai estava sem dinheiro na carteira e isso pode ter irritado o ladrão. Além disso, havia marcas em seu braço, o que mostra que ele pode ter reagido ao assalto?, afirmou a filha do secretário, Denise Mega de Miranda. A polícia deve concluir o inquérito em 30 dias.

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