Polícia não responsabiliza Marrone por queda de helicóptero em SP

Segundo delegado, cantor auxiliou piloto, mas não conduzia aeronave no momento do acidente

João Paulo Carvalho, estadão.com.br

18 de agosto de 2011 | 16h19

SÃO PAULO - O cantor Marrone, da dupla sertaneja Bruno & Marrone, não será responsabilizado pela queda do helicóptero. A informação é do delegado José Luiz Chain, do 2º Distrito Policial de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. O acidente aconteceu em 2 de maio. Além de Marrone, outras duas pessoas que estavam na aeronave ficaram feridas.

 

Em entrevista ao Estadão.com.br, Chain afirmou que, segundo o relatório da conclusão do inquérito, Marrone será responsabilizado por contravenção penal por "auxiliar na condução da aeronave sem a devida licença."

 

De acordo com Chain, o cantor não foi o responsável pela queda do helicóptero no dia 2 de maio. Sendo assim, ele deve responder na Justiça pelo artigo 33 da Lei das Contravenções Penais.

 

"Nós entendemos que Marrone auxiliou na condução da aeronave em alguns trechos, de Curitiba (PR) a São José do Rio Preto (SP), onde a aeronave caiu, enquanto o piloto tomava água. No momento da queda, entretanto, era Almir - o piloto - quem estava no comando", afirmou Chain.

 

O inquérito que apura as causas e responsabilidades pelo acidente com o helicóptero foi concluído na terça-feira, 16, e será encaminhado para o Ministério Público.

 

Em relação ao piloto, Chain disse que Almir poderá ser indiciado por lesão corporal, caso o laudo técnico aponte que ele foi o responsável pela queda do helicóptero. Para isso, seria necessário que as vítimas representassem contra ele. A polícia aguarda o laudo da aviação brasileira que irá apontar as causas do acidente.

 

Ele ainda aguarda o depoimento de Jardel Alves Borges, que também estava a bordo do helicóptero.

 

O acidente. O helicóptero que levava o cantor caiu na tarde do dia 2 de maio em São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo. Com a queda, ficaram feridos, além de Marrone, o piloto Almir Carlos Bezerra e o assessor e primo do cantor, Jardel Alves Borges.

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