Polícia não tem dúvidas de que mulher matou engenheiro no Rio

Ela saiu do condomínio com filho momentos após o marido descer chegar ao hall, ferido, pedindo por socorro

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2009 | 18h15

O delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, Carlos Augusto Nogueira Pinto, afirmou que não ter mais dúvidas de que Alessandra Ramalho D'Ávila, de 35 anos, matou a facadas o marido Renato Biasotto Mano Júnior, de 52 anos, na manhã de sábado, no apartamento do casal, dentro de um luxuoso condomínio daquele bairro.

 

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As imagens do circuito interno do prédio mostram o momento que a suspeita sai do prédio e depois o marido indo até a garagem procurá-la e depois pedir socorro na portaria. Manchas de sangue teriam sido encontradas por peritos em um rastro do elevador até a vaga onde o carro dela estava estacionado.

 

"Não tenho mais dúvidas sobre a autoria. Só se houver uma grande reviravolta, que mostrem outros acontecimentos e novas provas. Mas, até agora, ela é a principal suspeita", afirmou o delegado. Alessandra fugiu do local no sábado em um carro Mitsubishi com o filho do casal, de cinco anos, afirmando que prestaria queixa contra o marido por agressão. A prisão temporária dela foi decretada na noite do mesmo dia do crime.

 

No dia da tragédia, os dois receberam um casal de amigos, que foram embora por volta das 2h30. Vizinhos disseram à polícia que ouviram uma discussão pela manhã, mas não estranharam porque as brigas entre o casal eram constantes. A Polícia Federal já emitiu alerta para todos os aeroportos e postos de fronteira temendo que a acusada, que também tem cidadania norte-americana, tente fugir do País.

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