Polícia não tem pistas sobre autores de chacina no Rio

Cinco pessoas foram encontradas mortas na Penha; crimes podem ter ligação com o tráfico de crack

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

14 Outubro 2008 | 13h21

Cinco jovens, entre elas uma mulher, foram executados na noite de segunda-feira na Penha e em Olaria, zona norte do Rio. Todos foram mortos com tiros na cabeça e no rosto. Os assassinatos ocorreram em pontos diferentes, mas testemunhas relatam que pelo menos três vítimas saíram amarradas de um carro Citroën cor prata antes de serem baleadas. O veículo percorreu três quilômetros deixando os mortos em diversas ruas. Policiais da 22ª Delegacia de Polícia da Penha afirmam que ainda não tem pistas sobre os assassinos ou as motivações, mas relatam que o caso pode estar ligado a venda de crack na região.   Policiais do 16.º Batalhão de Polícia Militar de Olaria afirmaram que um casal foi o primeiro a ser executado, por volta das 22h30, na esquina das ruas Jacurutá e Cuba, na Penha. Uma mulher negra, aparentando 20 anos, e um homem branco, com cerca de 30 anos, foram retirados do carro amarrados e baleados no rosto e na cabeça. Alguns moradores viram o veículo chegar ao local. Em seguida, os assassinos dirigiram até a Rua Doutor Alfredo Barcelos, em Olaria, retiraram do carro um rapaz negro, aparentando 20 anos e o executaram. A PM recolheu diversas cápsulas deflagradas na rua. O material foi encaminhado para perícia.   Após o carro percorrer 800 metros, os criminosos executaram um outro rapaz, com cerca de 25 anos, que também estava amarrado. A última parada aconteceu também em Olaria, na Rua Angélica Mota, nas proximidades de uma clínica. Um homem negro, com cerca de 28 anos, foi morto com tiros na cabeça. Nenhum dos mortos portava documento de identificação e até às 16 horas desta terça-feira, 14, nenhum parente compareceu ao Instituto Médico Legal para fazer o reconhecimento.   Apesar de o crime ter acontecido nos bairros onde estão localizadas favelas do Complexo do Alemão, a polícia informou que os cadáveres foram encontrados do outro lado da linha férrea, nas proximidades das favelas de Ramos. No entanto, a hipótese de que os traficantes do Alemão tenham utilizado ruas da zona norte para os crimes não está descartada. O delegado-titular da 22ª Delegacia de Polícia da Penha, Renato Ettore, não quis dar declarações.   Atualizado às 19h08 para acréscimo de infomações

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