Polícia ouve funcionários de hospital que atendeu sem-teto

A Polícia de São Paulo ouviu os depoimentos de dois funcionários de um hospital onde estão internados sobreviventes do massacre de mendigos no centro. O objetivo dos policiais é saber o que as vítimas, que ainda não têm condições de depor, contaram aos enfermeiros que os atenderam. Os funcionários confirmaram aos policiais a versão de que os moradores de rua foram atacados por um grupo. Segundo o promotor Carlos Roberto Marangoni Talarico, os depoimentos "colocaram mais um tijolo no prédio que o inquérito está concluindo". Por enquanto, nada de nomes dos assassinos ou provas que permitam deter alguém pelo crime. Até agora, mais de 30 pessoas já foram ouvidas no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o advogado Hédio Silva Júnior, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as novas testemunhas são importantes e, segundo ele, poderão levar ao esclarecimento rápido do crime. Seis moradores de rua foram assassinados nos dias 19 e 22 e nove ficaram feridos nos ataques. Segundo os médicos legistas, uma mesma pessoa pode ter desferido os golpes, dados sempre nas cabeças dos mendigos com um objeto cilindrico. O assassino usou um único golpe para matar. A polícia já investigou a participação de comerciantes, skin heads, policiais, moradores de rua e um grupo de extermínio. As hipóteses sucedem-se uma após a outra, assim como as pessoas averiguadas sob a suspeita de envolvimentos nos ataques. Até agora, quatro homens já foram investigados pela polícia, mas a posível participação deles nos delitos foi descartada.

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