Polícia ouve funcionários mantidos reféns por vigia em Taubaté

A Polícia Civil de Taubaté começa ouvir nesta sexta-feira,9, os funcionários da agência do Banco Real da cidade onde o vigia Roberto José de Oliveira Ramos manteve clientes e funcionários reféns por cerca de onze horas na quarta-feira,7.Tudo começou por volta das 13 horas quando Ramos forçou outros dois vigias a lhe dar os revólveres. Em posse das três armas, ele fechou a agência e fez um total de 42 pessoas, entre funcionários e clientes, reféns. Houve pânico e algumas pessoas ficaram feridas ao tentar escapar do local, inclusive pulando janelas no andar superior do prédioFim do dramaO drama só chegou ao fim às 23h30 de quarta-feira quando o segurança entregou as armas e deixou a agência com a última refém, a atendente Érica Vanessa Keimel, de 21 anos. Ela cumpria a rotina bancária da clínica médica onde trabalha e colaborou para que o vigia não tirasse a própria vida e a de outras pessoas que estavam na agência. ?A polícia me disse que minha filha ficou calma o tempo todo e ajudou muito nas negociações?, contou a mãe, Evani Keime.Pouco antes de se entregar o vigia libertou Érica, que não quis sair. "Só saio daqui se você for comigo. Vou te proteger, não quero que você fique aqui sozinho", dizia Érica para o segurança aflito. "Minha filha contou que tinha medo que ele se suicidasse, então preferiu ficar junto até que ele se entregasse". A única reivindicação de Ramos, para evitar uma tragédia, era falar com a ex-noiva Diana Costa, que não vê há pelo menos oito anos. A Polícia Militar se empenhou em localizar a ex-noiva, que hoje é casada, mora em Penedo, no Rio de Janeiro e trabalha em uma das pousadas do distrito. A procura contou com a ajuda dos policiais militares de Penedo. Diana Costa foi levada para o Destacamento da Polícia Militar de onde falou, por telefone, por pouco mais de uma hora com o vigia. "Ela pedia pra ele não tirar a própria vida, falava de Deus e das passagens bíblicas". Atormentado, do outro lado da linha, Ramos fazia declarações de amor, falava em suicídio a todo momento, mas finalmente foi convencido a jogar as armas e se render.

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