Polícia ouve internos de Educandário para apurar mortes

A diretoria do Educandário São Francisco, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e a polícia começaram a ouvir, neste sábado, os primeiros depoimentos dos adolescentes detidos no Educandário para apurar os detalhes sobre o motim que vitimou sete jovens na madrugada de sexta-feira. Um dos objetivos é identificar os funcionários acusados de maus-tratos e espancamento. Segundo o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann, eles serão afastados imediatamente. "Aqueles que tiverem seus nomes citados por mais vezes, serão afastados das suas funções e faremos novas sindicâncias", disse. Para evitar novos conflitos, a Polícia Militar reforçou a segurança no local, e as visitas dos finais de semana foram interrompidas por tempo indeterminado.Apesar dessas medidas, que podem provocar tensões, os internos que ocupavam o ginásio local começaram a ser transferidos novamente para a Ala B, destruída durante a rebelião, mas que foi reformada nas últimas horas.

Agencia Estado,

25 de setembro de 2004 | 13h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.