Polícia ouve mais um depoimento no caso Toninho

A mulher citada no dossiê que supostamente teria desaparecido do carro do prefeito assassinado de Campinas, Antonio da Costa Santos (PT), na noite de sua morte há 24 dias, Maria Piedade Eça de Almeida, foi ouvida hoje na delegacia seccional de Campinas. Segundo os assessores de Toninho, como era chamado o prefeito, ela teria utilizado documentos falsos para integrar o Conselho Municipal de Segurança. Maria Piedade negou hoje que tenha falsificado documentos da Universidade de São Paulo e garantiu que cursou especialização na USP. Ela comentou que estaria sendo perseguida pela administração por ter denunciado várias irregularidades nas secretarias municipais, principalmente na de Cultura. O depoimento durou cerca de três horas. Para o delegado seccional Osmar Porcelli, as declarações de Maria Piedade pouco acrescentaram às investigações. Ele comentou que ainda está sendo investigada a possível participação dos seqüestradores mortos na terça-feira à noite em Caraguatatuba, por policiais civis de Campinas, no assassinato do prefeito. Eles eram membros da quadrilha de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Com eles, a polícia apreendeu duas pistolas de 9 milímetros, mesmo tipo de arma usado para matar Toninho, que serão encaminhadas ao Instituto de Criminalística de São Paulo amanhã. A polícia também prendeu José Mário Ferreira, seqüestrador condenado e procurado em Campinas. Ferreira era o herdeiro do clã Oliveira, um dos mais perigosos e autuantes bandos de seqüestradores da região. Os membros da família Oliveira foram mortos em confronto com a polícia, ou estão cumprindo pena em presídios desde o ano passado. Porcelli disse que Ferreira será ouvido e talvez possa ajudar na investigação da morte de Toninho. "Ele atua em vários segmentos criminosos, roubo, tráfico, seqüestro. Pode ser que saiba alguma coisa útil sobre a morte do prefeito", disse o delegado.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2001 | 20h21

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