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Polícia paraguaia investiga agente que escoltava chefe regional do PCC

Corporação informa que policial também teria garantido documentos de identidade para brasileiro acusado de chefiar tráfico de drogas no país; ambos foram detidos nesta quarta-feira, 18

O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2018 | 03h05

ASSUNÇÃO - A Polícia Nacional do Paraguai informou nesta quarta-feira, 18, que abrirá investigação para esclarecer a relação de um dos agentes da corporação com Eduardo Aparecido de Almeida, o Pisca, chefe regional do Primeiro Comando da Capital (PCC) para o Paraguia e Bolívia. O brasileiro foi detido após operação conjunta da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e do Ministério Público paraguaios, com informações da Polícia Federal.

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Segundo a polícia paraguaia, um oficial da 4ª Delegacia de Assunção atuava como segurança de Pisca. Identificado como Carlos Mendoza, o suspeito também cedeu documentos de identidade ao brasileiro para que ele pudesse operar dentro do país. Além da abertura da investigação, a direção da Polícia Nacional do Paraguai afastou o chefe e o subchefe da mesma delegacia, que ficam à disposição da apuração do setor de Assuntos Internos.

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Mais cedo, a Senad confirmou que o brasileiro ficará detido em Assunção. Pisca tem seis ordens de prisão abertos no Brasil por crimes relacionados com tráfico de drogas e armas, associação criminosa, sequestro e homicídios. Em 2006, ele foi preso sob acusação de ser um dos responsáveis pelo sequestro da mãe do ex-lateral Kléber, que na época atuava no Santos.

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Durante a operação policial que levou à prisão do traficante, ele tentou fugir pelos fundos da casa, localizada no bairro Herrera, próxima à sede da Controladoria Geral da República, mas foi interceptado. Além de Pisca e do policial suspeito de auxiliá-lo, outro cidadão brasileiro foi detido por supostamente colaborar nas operações do PCC no país. Com o grupo foram apreendidos US$ 102 mil e quase cinco milhões de guaranis em dinheiro, além de veículos, motos de luxo, relógios e telefones celulares.

A Senad informou que Pisca será transferido para Ciudad del Este por via aérea para ser deportado do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras.

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As investigações que levaram à prisão de Pisca apontavam que o brasileiro vivia "uma vida tranquila" com a família, que visitava "lugares turísticos e comerciais dentro do país". Todos viviam em uma propriedade de Roberto Nani, ex-jogador do Cerro Porteño, de acordo com informações da imprensa local. //EFE

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