Polícia pede prisão de ex-secretário de Marta Suplicy

A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santo André, na região do ABC paulista, pediu à Justiça a prisão preventiva de Jilmar Tatto, secretário de Transportes da Prefeitura de São Paulo durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Ele foi acusado de intermediar uma reunião na qual a cooperativa Cooper Pam incorporou perueiros de outra empresa do setor, a Transmetro, cuja diretoria seria integrante do crime organizado. Na semana passada, o presidente da Cooper Pam, Luis Carlos Efigêncio Pacheco, o Pandora, foi preso e também acusado de lavar dinheiro do crime. Ele disse que só aceitou o grupo de perueiros da antiga Transmetro por causa do pedido feito por Tatto. Segundo depoimento de delegados da polícia paulista à Comissão do Tráfico de Armas, pelo menos mais uma cooperativa da zona sul seria controlada por criminosos ligados ao detento Marcos Camacho, o Marcola. De acordo com informações do jornal SPTV, da Rede Globo, Pandora disse que Tatto comandou a reunião em que a sua cooperativa foi obrigada a absorver os perueiros da Transmetro, cujos dirigentes tinham sido presos justamente por conta da ligação com o crime organizado. Tatto negou interferência no caso.

Agencia Estado,

14 de junho de 2006 | 13h15

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