Policia pede prisão preventiva de sócios da boate Kiss

Dois integrantes grupo Gurizada Fandangueira também foram presos, suspeitos por causar incêndio que matou 239 pessoas

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

28 Fevereiro 2013 | 13h26

PORTO ALEGRE - A Polícia Civil decidiu nesta quinta-feira, 28, pedir a prisão preventiva dos empresários Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, sócios da boate Kiss, e do músico Marcelo de Jesus dos Santos e do montador de palco Luciano Augusto Bonilha Leão, ambos do grupo Gurizada Fandangueira. Os quatro já estão cumprindo período de prisão temporária, que termina neste domingo. Se a Justiça decretar a prisão preventiva, os suspeitos continuam presos e a Polícia ganha mais dez dias para concluir o inquérito. O prazo atual encerra-se neste domingo.

O delegado Sandro Meinerz disse que o pedido da preventiva considera a necessidade de manutenção da ordem pública porque a tragédia provocou grande comoção. Nessa situação, o policial acredita que a prisão também assegura a integridade física dos suspeitos.

O incêndio da boate Kiss ocorreu na madrugada de 27 de janeiro. As investigações feitas até agora indicam que a fagulha de um artefato usado em show pirotécnico pela banda atingiu o revestimento de espuma do teto da casa. O fogo espalhou-se rapidamente produzindo uma fumaça tóxica que matou por asfixia a maioria das 239 vítimas. A casa estava lotada, com público superior ao de sua capacidade. A falta de sinalização e de vias de escoamento adequadas dificultou a saída dos frequentadores.

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