Polícia pede quebra de sigilo de central clandestina

A polícia civil de Taubaté encaminhou à Justiça pedido para a quebra de sigilo telefônico das contas encontradas em uma central clandestina, usada para facilitar a comunicação entre criminosos presos e comparsas em liberdade. "Com as contas detalhadas vamos rastrear todos os telefones e saber quem está envolvido", informou o delegado Paulo Roberto Rodrigues.O esquema foi descoberto na manhã de quinta-feira no bairro Três Marias, periferia da cidade, e duas mulheres foram presas. Alessandra Botelho, de 19 anos, e Fátima dos Santos, de 26 anos, que tinha passagem por tráfico de drogas, confessaram que faziam ligações para os presos, mas não quiseram dar detalhes do esquema, se reservando ao direito de falar em juízo. Eram duas linhas, com 5 ramais cada, para onde os presos, de dentro das cadeias e presídios, ligavam a cobrar e tinham suas chamadas transferidas automaticamente para outros estabelecimentos prisionais. Em campana feita durante três dias, os policiais perceberam que o telefone não parava de tocar. No local, a polícia encontrou também uma lista com nomes, apelidos e números de celulares de presos. "Estamos investigando cada número", disse o delegado. A central descoberta em Taubaté é a terceira achada no Vale do Paraíba em menos de uma semana. No domingo passado, a primeira foi localizada em Jacareí, no parque Meia Lua, com 10 linhas. Dois dias depois, numa outra casa, no mesmo bairro, foram encontradas outras 6 linhas e uma lista com nomes e telefones de 90 usuários, possivelmente, presos. Nos dois casos, a polícia obteve a informação de que a comunicação acontecia entre presídios e cadeias do Vale do Paraíba, em outros pontos do Estado de São Paulo e até de outros Estados, como Mato Grosso do Sul. Em todas as centrais, somente mulheres estavam envolvidas. Ate agora a polícia prendeu 11 mulheres no mesmo esquema criminoso.

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