Polícia pede quebra de sigilo telefônico de assassino de Glauco

Pedido também inclui quebra do sigilo do estudante Felipe Iasi, que dirigiu carro que os levou ao local do crime

Priscila Trindade, do estadão.com.br

18 de março de 2010 | 19h21

A polícia pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, assassino confesso de matar no último dia 12 o cartunista Glauco Vilas Boas e seu filho Raoni, em Osasco, na Grande São Paulo. O pedido também inclui a quebra do sigilo do estudante Felipe Iasi que dirigiu o carro que os levou ao local do crime. As informações são do delegado Marcos Carneiro Lima, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro).

 

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Segundo Lima, a Justiça vai analisar o pedido e mandá-lo para as operadoras dos celulares. Em seguida, os dados serão enviados a polícia. Com a quebra do sigilo seria possível identificar para quais pessoas os dois ligaram e de quem eles receberam chamadas.

 

Glauco e seu filho foram baleados com quatro tiros cada um. Depois do crime, Carlos Eduardo tentou fugir para fora do Brasil. Ele foi detido no Paraná na noite do último domingo, 14, quando tentava entrar no Paraguai em um carro roubado. Ao ser abordado por policiais rodoviários federais, o estudante iniciou um tiroteio e um policial ficou ferido no braço. O policial passa bem. Ele está preso na delegacia da Polícia Federal (PF) de Foz de Iguaçú.

 

Felipe de Oliveira afirmou que foi sequestrado por Carlos e obrigado a levá-lo à casa do cartunista. Carlos Eduardo é conhecido da família e frequentava a igreja Céu de Maria, adepta aos princípios do Santo Daime, fundada por Glauco.

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