Polícia prende 2 por roubo de caixa-forte

Eles foram detidos após confronto na Av. do Estado

Felipe Grandin, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2013 | 00h00

A polícia prendeu dois acusados de integrar a quadrilha que roubou na última segunda-feira R$ 20 milhões da transportadora Protege, na Lapa, zona oeste. Os suspeitos foram capturados após suposto confronto com policiais da delegacia de roubo a banco do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). O confronto teria acontecido na Avenida do Estado, região central da cidade. Os detidos deveriam prestar depoimento durante a noite. O delegado Rui Ferraz Fontes, responsável pela delegacia de Roubo a Bancos, iria pedir a prisão temporária dos suspeitos. Além dos dois detidos, a polícia investiga ainda um terceiro suspeito. Seu apelido é Nenê. Os investigadores do 7º DP (Lapa) chegaram a ele depois de seguir o histórico de vendas do Fiat Marea usado pelos criminosos. O veículo foi abandonado após o assalto. Nele, foram encontrados R$ 3,9 milhões. O Marea está em nome de Silvana do Vale Ribeiro Lacta. Ela prestou depoimento ontem e afirmou que comprou o veículo em 48 prestações de R$ 646. Mas ficou desempregada e repassou o carro gratuitamente para Marcio José Luccas. Luccas e Silvana se conheciam havia um ano e, segundo a moça, o rapaz se comprometeu a pagar as outras prestações. Luccas foi também ouvido pela polícia ontem. Segundo seu depoimento, ele foi somente um intermediário da venda do veículo para um homem identificado apenas como Carlos, o Nenê. Ele seria dono de um lava-rápido da região do Grajaú, zona sul, e segundo o rapaz teria pago R$ 2 mil pelo carro, também com o compromisso de pagar as prestações restantes. Ainda conforme Luccas, a venda do Marea a Nenê teria ocorrido há seis meses. LAVA-RÁPIDO "Esse Nenê pode ter participado da ação ou ter emprestado o carro para o assalto", afirmou o delegado Lupércio Dimov, do 7º DP, responsável pela apuração do caso. Ontem, a polícia foi ao lava-rápido a procura do suspeito, mas não o encontrou. Um empregado confirmou que Nenê era de fato o dono do lugar, mas disse desconhecer seu nome completo. Outra pista seguida pela polícia é o vídeo gravado com as imagens do circuito de segurança da Protege. Elas mostram que 18 ladrões invadiram a empresa. E dois deles estavam sem capuz.

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