Polícia prende 30 envolvidos com ataques em Santa Catarina

Detidos seriam responsáveis por parte dos atentados registrados desde segunda-feira; noite de quarta e esta madrugada foram as mais violentas

Daniel Cardoso, Especial para o Estado

15 Novembro 2012 | 14h19

 

FLORIANÓPOLIS- Trinta pessoas foram presas por envolvimento com os ataques realizados desde segunda-feira,12, em Santa Catarina,  informou nesta quinta-feira, 15, o governador Raimundo Colombo.

O Estado viveu entre as 20h de quarta-feira e a manhã desta quinta o momento de maior violência dos últimos quatro dias, com ao menos 12 ataques registrados - pela primeira vez, os atentados deixaram feridos.

Por volta da meia-noite, criminosos atearam fogo em um ônibus, em Palhoça. As pessoas tiveram dificuldade em sair do veículo em chamas. O motorista teve de ser levado ao hospital por sofrer queimaduras leves.

Às 20h, no bairro Ingleses, no norte da ilha, um ônibus foi incendiado. Três criminosos teriam entrado no ônibus, ordenando que todos saíssem do veículo. O fogo assustou fiéis de uma igreja que assistiam a uma missa em local próximo.

Por volta das 22h30, uma escola desativada, também no norte da ilha, foi incendiada. O local costuma ser ponto de consumo de drogas. O prédio ficou completamente danificado. A capital também registrou um ataque a uma base da Polícia Militar, no Parque São Jorge. O artefato, no entanto, não explodiu.

Em Itajaí, bandidos roubaram um carro para atear fogo logo em seguida. Em Tijucas, próximo a Florianópolis, outros dois ônibus foram incendiados. Um deles pertence à secretaria de Educação de Porto Belo (cidade vizinha).

Em São José, dois motoqueiros atiraram contra a base de videomonitoramento da Polícia Militar. Pela primeira vez, os criminosos realizaram um atentado à luz do sol. Nesta manhã, em Itajaí, um ônibus foi incendiado. Todos os passageiros conseguiram sair, mas um homem teve de dirigir o veículo até um terreno baldio para evitar que as chamas atingissem as casas próximas.

 

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