Polícia prende 61 suspeitos de ataques; três morreram

Após uma denúncia anônima, policiais militares do 6º Batalhão prenderam, por volta das 14h30 desta sexta-feira, três pessoas acusadas de participarem de incêndios em ônibus na região de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Com essas novas prisões, sobe para 61 o número de suspeitos presos pela polícia, somando-se aos dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Entre os dias 11 de julho até as 4h40 desta sexta-feira, 14, 58 pessoas acusadas de participar dos ataques em São Paulo foram presas, segundo a SSP. O trio preso nesta sexta no ABC estava em um veículo roubado que foi abordado na Rua Diogo Botelho, no Jardim Silvinha. Na delegacia, o proprietário do veículo reconheceu os três detidos como os autores do roubo e mencionou que durante a ação, os criminosos falaram que iriam incendiar ônibus.Os policiais entraram em contato com a empresa SBC Tran de São Bernardo, que teve ônibus incendiados recentemente, e os motoristas da empresa reconheceram os três como responsáveis pelo incêndio aos veículos. Ainda na tarde desta sexta-feira, 14, mais um ônibus foi incendiado em Santo André, no ABC paulista. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o ataque aconteceu por volta das 14 horas, na Rua dos Dominicanos, Vila Suíça. Os criminosos retiraram todos os passageiros do coletivo, jogaram gasolina no veículo e atearam fogo. Ninguém ficou ferido.De acordo com os dados oficiais da SSP, três suspeitos morreram durante confrontos com a polícia, sendo que um deles estava atacando a fachada do supermercado Extra, na Penha, zona leste de São Paulo. Outro foi morto por policiais quando atacava a fachada do banco Banespa, em Itaquaquecetuba. O terceiro foi morto ao tentar assaltar um policial militar em Guarulhos. Os nomes dos mortos ainda não foram divulgados.Últimas prisõesNesta madrugada, um grupo tentou atear fogo contra o prédio do 24º Distrito Policial, localizado na altura na Avenida São Miguel, em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital. Segundo testemunhas, os bandidos ocupavam um veículo Fiat e, antes de fugirem, abandonaram um coquetel molotov em frente à delegacia. Alguns policiais testemunharam os criminosos preparando o coquetel e saíram da delegacia. Dois suspeitos foram detidos. Três homens acusados de clonarem cheques para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) também foram presos nesta sexta. Renato Feitosa de Moura, de 33 anos, Antonio Roberto Mancine, de 38 anos, e Antonio Carlos Prudêncio Sanches, que não consta a idade, foram presos em flagrante no Jaraguá, na região oeste de São Paulo. A polícia chegou até eles por escuta autorizada sobre denúncia de tráfico de drogas, quando interceptaram essas informações e fizeram o flagrante.Fábio Antonio Silva dos Santos, de 24 anos, foi preso na noite desta quinta-feira, 13, pelo Setor de Investigações Gerais da 3ª seccional oeste acusado de ser o autor do incêndio num coletivo na Vila Madalena, na zona oeste, na noite de quarta-feira. Quem o reconheceu foi o motorista do ônibus que fazia a linha Munhoz-Vila Madalena. O incêndio levou pânico a clientes e proprietários de bares localizados no bairro. Dezenas de bares que costumam ficar abertos até às 5 horas fecharam as portas antes da meia-noite. Os comerciantes disseram que não fecharam por medo dos ataques, mas sim porque todos os clientes foram embora. Segundo testemunhas, um jovem atirou um coquetel molotov contra o ônibus na esquina das ruas Aspicuelta e Fidalga, por volta das 23 horas. Moradores apagaram o incêndio, antes mesmo da chegada dos bombeiros. Três ocupantes de um veículo Chevrolet Meriva foram abordados, por volta da 1h15 desta madrugada, por policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na Rua Oscar Ferreira dos Santos, na região central de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, quando, segundo os PMs, se preparavam para atacar ou a base da PM ou a delegacia da cidade. Armado com um revólver calibre 38, Gérson Barbosa Rafael teria atirado quatro vezes contra os policiais antes de ser atingido no revide. Os detalhes da perseguição e do tiroteio não foram fornecidos pela polícia, que não teria conseguido deter os outros dois cúmplices de Gérson. A dupla fugiu no Meriva. O caso foi registrado na delegacia daquele município. Gérson morreu no hospital.Balanço oficialNúmeros oficiais do governo dão conta de seis pessoas mortas em ações do crime organizado, até as 15 horas de quinta-feira. Porém, há ainda três casos não esclarecidos. Entre os confirmados, um policial militar e sua irmã, mortos na zona norte de São Paulo; três vigilantes particulares no Guarujá, litoral sul do Estado e um guarda municipal, em Cabreúva, a 76 quilômetros da capital.Ampliada às 16h15

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