Polícia prende 7 suspeitos de participar de invasão ao Fórum de Bangu

Um policial militar e um menino de 8 anos morreram durante a tentativa de resgate de presos em 31 de outubro; entre os detidos estão dois advogados

Agência Brasil

04 Dezembro 2013 | 14h31

RIO -  Policiais da Delegacia de Homicídio prenderam sete pessoas, entre elas dois advogados, suspeitas de participarem da invasão ao Fórum de Bangu, na zona oeste da capital fluminense, no dia 31 de outubro. Na ocasião houve troca de tiros e policial militar e um menino de 8 anos que passava pelo local morerram. A operação foi desencadeada na noite de terça-feira, 3. O objetivo era cumprir 11 mandados de prisão, expedidos pela Justiça do Estado, em diversos bairros do Rio.

O delegado titular, Rivaldo Barbosa, explicou que as investigações começaram logo após a invasão ao Fórum de Bangu para tentar resgatar dois criminosos que prestavam depoimento no local. Segundo ele, o número de acusados ainda pode aumentar. "Nós nos dedicamos ao planejamento da ação criminosa desenvolvida dentro do Fórum. Aquelas pessoas que efetivamente colaboraram para o planejamento. Agora, nós estamos fazendo um trabalho para a identificação dos executores. Essa investigação ainda vai percorrer um grande caminho. Muitas outras prisões serão pedidas."

Os detidos estão sendo acusados por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio e facilitação de fuga. Barbosa informou que apenas três pessoas entraram no Fórum de Bangu, enquanto outros ficaram esperando em frente ao local.

"Essas pessoas que foram presas ontem são dividas em duas partes. Algumas pessoas colaboraram no planejamento e as outras são traficantes que executaram a ação criminosa. Essas pessoas não têm qualquer compromisso com a vida. Deram tiro para qualquer lugar, matando uma criança de 8 anos", afirmou o delegado.

Na terça-feira, o Tribunal de Justiça do Estado determinou a transferência para presídios federais dos dois criminosos que prestavam depoimento no Fórum de Bangu no momento da invasão. Alexandre de Melo, conhecido como Piolho, e Vanderlan Ramos da Silva, conhecido como Chocolate, estão presos no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio.

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