Polícia prende acusado de participar de chacina em Curitiba

Oito pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas; delegado diz que detido é um dos seis identificados

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2009 | 14h00

A polícia prendeu no fim da tarde de segunda-feira um suspeito de participação na chacina ocorrida na noite de sábado no bairro Uberaba, em Curitiba, que resultou em oito mortos e dois feridos. Ele negou participação no crime, alegando que estava trabalhando. O preso é um dos seis que o delegado-chefe da Delegacia de Homicídios de Curitiba, Hamilton da Paz, disse que já tinha identificado como autores do crime.

 

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O nome do acusado não foi divulgado. "Foi uma vingança, um ato imbecil de um animal que quis aterrorizar um bairro", afirmou Paz. Os suspeitos têm entre 20 e 35 anos, moram na mesma região da chacina e já teriam passagem pela polícia por tráfico e homicídio.

 

De acordo com a polícia, há alguns dias, o sobrinho de um dos suspeitos teria sido morto e os autores da chacina decidiram "mostrar uma força que não têm".  Na ação, um bebê de 5 meses e sua mãe foram mortos. Eles não moravam naquela região, mas a família tinha ido a um culto evangélico. O carro que ocupavam ficou no meio do tiroteio. O pai do bebê não sofreu ferimentos. Os dois corpos foram enterrados ontem em Tamarana, no norte do Paraná.

 

Pela manhã, o governador do Estado, Roberto Requião, disse que a polícia estava empenhada na captura dos suspeitos. "Sabemos que tudo se trata de vingança e a prisão deles é questão de honra e de tempo para a polícia", afirmou. "Esses marginais estão escondidos, apavorados pela possibilidade iminente de prisão", acentuou o delegado. O policiamento foi reforçado na região.

 

Segundo as investigações, os autores do crime estavam em três carros quando fizeram os disparos aleatoriamente, matando Everaldo dos Santos Silva, de 25 anos, Moisés Pereira Silva, de 28, Marcos Aurélio Mateus de Lima, de 17, Jancarlo da Silva, de 20, Jéferson Carvalho da Silva, de 25, Valdir Francisco Santos, de 19, Nilza Ribeiro dos Santos, de 29, e Mateus Alves da Silva, de 5 meses. Os nomes dos dois feridos não foram divulgados.

 

Foram utilizadas uma carabina ponto 30 e três pistolas com calibres diferentes.  O delegado afirmou que, agora, com a prisão do primeiro suspeito, será possível saber o número exato de autores da chacina. "Pode aumentar ou diminuir esse número", disse.

 

Clima tenso

 

Segundo uma moradora da região, que não quis se identificar, a população do Bairro Uberaba vive com medo. "Não podemos falar nada", reclamou. Esse pode ser um dos motivos para o baixo índice de denúncias pelo telefone 181.

 

"A população precisa fazer sua parte, precisa colaborar mais para nos ajudar a combater o crime", disse anteontem o comandante em exercício da Polícia Militar, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens.

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