Polícia prende ao menos 21 suspeitos de ataques em Santa Catarina

Entre os detidos há doze menores; presos teriam envolvimento com incêndios de ônibus e depredação

14 Novembro 2012 | 10h05

Atualizada às 11h29

SÃO PAULO - Ao menos vinte e um suspeitos de envolvimento com a onda de violência que ocorre em Santa Catarina desde segunda-feira foram presos na Grande Florianópolis e na cidade de Itajaí entre a noite de ontem e  a madrugada desta quarta-feira, 14. Os detidos, entre eles 12 menores de idade, teriam participado dos casos de incêndio a ônibus e depredação do patrimônio vistos nos últimos dias em diversos municípios do Estado. As informações são do jornal Diário Catarinense e da Polícia Civil de Santa Catarina.

Desde o começo da semana, diversos ônibus foram incendiados na capital catarinense e em outros municípios. Viaturas e prédios das polícias civil e militar foram atacados e cerca de 20 atentados já foram registrados. A origem dos crimes ainda não foi esclarecida pela polícia.

Nove menores de idade e um jovem de 18 anos foram detidos na madrugada desta quarta em Florianópolis, segundo o Diário Catarinense. Eles estavam escondidos  na Comunidade Ilha Continente. O grupo foi levado para a 6 ª Delegacia de Polícia, cuja titular não quis dar informações sobre o caso.

Dois homens que estariam planejando um ataque a ônibus também foram detidos na cidade de Palhoça, vizinha a Florianópolis. Com 28 e 30 anos, eles foram pegos às 4h30 desta quarta com cinco garrafas de dois litros cheias de gasolina no bairro Ponte Imaginarium. Eles foram encaminhados para a delegacia  do município.

Em Itajaí, cidade litorânea ao norte da capital, nove pessoas foram presas por volta das 23h de terça-feira em duas casas do bairro de Cidade Nova. Os detidos, sendo três menores, foram pegos enquanto preparavam coquetéis molotov e portavam materiais como estopas, gasolina e garrafas.

De acordo com o delegado Rui Garcia, titular da 4 ª Delegacia Regional de Itajaí, um dos suspeitos, Valmor Bianchi Amorim, de 18 anos, confessou ter colocado fogo em dois carros nos últimos dias. "Ele disse que fez isso a mando de um tal de "Dido", que o ameaçou de morte", explicou o  delegado. A polícia não deu detalhes sobre o suposto mandante do ataque.

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